União Europeia adia cúpula com países do Golfo na Arábia Saudita por risco de segurança
A decisão ocorre após ataques dos houthis no aeroporto de Riad deixarem 13 mortos e causarem interdição do local.
Por Redação Diário Local
A União Europeia (UE) adiou, nesta quinta-feira (15), a cúpula com os países do Golfo que estava prevista para ocorrer na Arábia Saudita no dia 24 de outubro. A decisão foi tomada devido ao aumento das preocupações com a segurança na região, motivado pelos ataques realizados pelo grupo houthis.
O bloco europeu não detalhou os motivos específicos para a suspensão do encontro. Em comunicado, a UE limitou-se a informar que uma nova data para a realização da cúpula será anunciada em um momento oportuno.
O adiamento do evento é visto como um revés para os esforços da Arábia Saudita em consolidar o país como sede de grandes encontros globais. O encontro tinha como um de seus objetivos demonstrar solidariedade aos países do Golfo e ao governo saudita perante a escalada da guerra.
A gravidade do cenário de insegurança ficou evidente no último fim de semana (18), quando ataques direcionados ao aeroporto internacional de Riad deixaram 13 mortos e centenas de feridos. A ofensiva foi reivindicada pelos houthis, grupo do Iêmen alinhado ao Irã.
Devido à intensidade das ações, o aeroporto de Riad, local onde as autoridades deveriam desembarcar, permanece interditado. O fechamento da unidade aeroportuária impacta diretamente a logística de eventos internacionais no país.
A situação reflete o risco crescente gerado pelo conflito envolvendo os houthis e as ambições sauditas de liderança regional e diplomática. O cancelamento momentâneo da cúpula ressalta a complexidade da crise de segurança no Oriente Médio.
Apesar do cenário de instabilidade, a União Europeia afirmou que a relação entre o bloco europeu e a região do Golfo mantém uma "grande importância estratégica". O grupo reforçou que o objetivo de manter o diálogo permanece ativo.
A UE acrescentou que continua comprometida com o processo de aprofundamento da parceria com os países da região. O foco deve ser a continuidade das relações econômicas e políticas, mesmo diante dos desafios de segurança atuais.
