Diário Local
Segurança

Polícia apreende 44 carretéis de linha chilena durante festival de pipas em São Pedro da Aldeia

Material foi encontrado no Parque Arruda após denúncia de que estaria sendo vendido durante evento em São Pedro da Aldeia.

Por Davy Albuquerque

Quarenta e quatro carretéis de linha chilena foram apreendidos neste domingo (12) durante uma fiscalização no Parque Arruda, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. A apreensão ocorreu após uma denúncia de que o material estaria sendo comercializado durante um festival de pipas.

Equipes do Grupamento de Policiamento Ambiental (GPAm), da Polícia Militar, realizaram a ação no local. Após obterem autorização para entrar no espaço, os agentes localizaram os carretéis e efetuaram a apreensão do material.

A ocorrência foi registrada na 125ª Delegacia de Polícia (DP). O flagrante acontece em um período de alerta para as autoridades, devido ao aumento da prática de empinar pipas durante as férias escolares.

O programa Linha Verde, que atua no combate ao uso de materiais perigosos, informou que recebeu 470 denúncias sobre a fabricação, comercialização e uso de cerol e linha chilena em diversos municípios do estado até a última sexta-feira (10).

Por que a linha chilena é perigosa?

A linha chilena é produzida com quartzo moído, o que lhe confere um poder de corte superior ao do cerol tradicional. Essa característica aumenta significativamente o risco de acidentes graves.

O material oferece perigo imediato para a circulação de pedestres, ciclistas e motociclistas. O contato com a linha pode causar ferimentos profundos devido à alta capacidade de corte do componente.

Para conscientizar a população sobre esses riscos, o programa Linha Verde lançou, no dia 2 de julho, a campanha "Perigo no Ar, Linha Chilena Não". O foco é alertar sobre o perigo durante o período de férias, quando a prática de empinar pipas cresce.

Denúncias sobre o uso ou venda de materiais cortantes podem ser feitas de forma anônima pelo programa Linha Verde. O atendimento ocorre pelo telefone 021 2253-1177 ou via WhatsApp, sem necessidade de identificação.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.