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Juiz de Fora

Cágados-de-barbicha são vistos nadando no Rio Paraibuna, em Juiz de Fora

Presença de répteis em ambiente urbano é comum devido ao aumento das temperaturas e início do período chuvoso, explica bióloga.

Por Redação Diário Local

Vários cágados-de-barbicha foram vistos nadando no Rio Paraibuna, em Juiz de Fora, na tarde deste sábado (5). O avistamento ocorreu nas margens do rio, próximo à Ponte Domingos Alves Pereira, no bairro Santa Terezinha, na Zona Nordeste da cidade.

A espécie Phrynops geoffroanus é característica de ambientes de água doce e possui ampla distribuição pela América do Sul. Segundo a bióloga e mestre em Biodiversidade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Vanessa Nocelli, os répteis são adaptados ao convívio urbano, podendo ser encontrados em rios, lagoas e córregos, inclusive em águas poluídas.

Por que os cágados aparecem mais nesta época?

A presença dos animais no Rio Paraibuna neste período do ano não é uma ocorrência incomum. De acordo com a bióloga, a chegada de setembro traz o aumento das temperaturas e o início do período mais chuvoso, o que deixa os répteis mais ativos para comer e se reproduzir.

Neste sábado (5), a temperatura máxima prevista pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para Juiz de Fora era de 32 graus. Esse calor favorece o comportamento de "assoalhamento", quando o animal se expõe ao sol em pedras, troncos ou margens para elevar a temperatura corporal.

Os avistamentos desse tipo de réptil costumam ser mais frequentes entre os meses de setembro e março. As fêmeas da espécie, que podem atingir até 35 centímetros de comprimento na carapaça, são maiores que os machos e possuem uma dieta predominantemente carnívora, composta por peixes, crustáceos e insetos, além de frutos e vegetais.

O ciclo reprodutivo também influencia a movimentação. A nidificação ocorre em áreas de solo arenoso ou argiloso com vegetação, com desovas que variam de oito a 20 ovos entre fevereiro e agosto. Os nascimentos ocorrem principalmente durante o período chuvoso, entre dezembro e janeiro.

O que fazer ao encontrar o animal?

A orientação técnica é não tentar pegar, retirar ou manusear os animais. Segundo a especialista, o cágado provavelmente está apenas seguindo seu comportamento natural, seja em busca de alimento ou realizando atividades do seu ciclo de vida.

A tentativa de captura ou manipulação pode representar riscos para a própria pessoa. A presença dos cágados em cursos d'água urbanos não significa, por si só, que os animais estejam em situação de emergência; o indicado é observar à distância e permitir que sigam o caminho.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.