Diário Local
Carlos Alberto Freire Neto

Colegas de inspetor morto em operação policial realizam carreata em Niterói

Homenagem ocorre na orla de Niterói para o agente Carlos Alberto Freire Neto, que morreu durante ação na região de Guadalupe

Por Diário Local

Colegas de trabalho do inspetor Carlos Alberto Freire Neto realizaram uma carreata pela orla de Niterói nesta quinta-feira (9) em homenagem ao agente. A manifestação prestou tributo ao policial, que morreu após ser alvo de uma emboscada durante uma operação na região de Guadalupe, na Zona Norte do Rio.

O corpo de Carlos Alberto, de 35 anos, foi velado também nesta quinta-feira na Câmara Municipal de Niterói. O agente era casado, pai de dois filhos e integrava a corporação desde dezembro de 2023.

Desde maio deste ano, o inspetor estava lotado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), unidade especializada na investigação de assassinatos e considerada estratégica para a instituição.

Como ocorreu o ataque

Segundo a Polícia Civil, o inspetor e outros três policiais ocupavam um veículo descaracterizado em uma missão de reconhecimento na região da Favela do Muquiço. A equipe levantava informações para o cumprimento de um mandado judicial quando foi surpreendida por criminosos armados, que abriram fogo contra o carro.

Carlos Alberto foi atingido na cabeça durante a ação. Ele chegou a ser socorrido em estado gravíssimo para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no início da tarde.

Uma colega que também estava no veículo, identificada como Juliele Brandt, foi baleada na perna. Ela permanece internada em estado estável.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil lamentou a morte do agente e destacou que ele desempenhava sua missão com dedicação e coragem. O secretário de Polícia Civil, Delmir Gouveia, classificou o atentado como um ataque "covarde e brutal" e afirmou que os responsáveis serão identificados e presos.

Operação e prisões

Após a emboscada, centenas de policiais civis foram mobilizados para uma operação na comunidade do Muquiço. Devido aos confrontos, escolas e unidades de saúde da região precisaram interromper o funcionamento por questões de segurança.

Até o momento, quatro suspeitos foram presos em decorrência da mobilização policial motivada pelo ataque ao inspetor.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.