Curso de mecânica para mulheres em Campo Grande busca dar autonomia e realizar sonhos de longa data
Formação do Senai reúne 40 alunas em busca de independência ao volante e novas oportunidades profissionais.
Por Redação Diário Local
Quarenta mulheres participam de um curso de Mecânica Básica Automotiva oferecido pelo Senai, em Campo Grande. A formação busca proporcionar autonomia para as motoristas e abrir caminhos para quem deseja ingressar profissionalmente no setor.
As aulas ocorrem às sextas-feiras (3) e seguem até o dia 30 de outubro. Entre as participantes, as motivações variam entre a realização de sonhos antigos e a necessidade prática de compreender o funcionamento dos veículos para evitar problemas em oficinas.
Telma Regina da Silva, de 64 anos, utiliza a oportunidade para retomar um interesse que despertou ainda na infância, quando acompanhava o trabalho de familiares com máquinas e motores. Além da mecânica, ela também ingressou recentemente em uma faculdade de Gestão Pública.
O que as alunas aprendem no curso?
Durante as 20 horas de carga horária, as estudantes aprendem a identificar o significado das luzes (vermelhas, amarelas e verdes) do painel do veículo. O conteúdo também abrange o funcionamento do motor, o período correto para a troca de óleo e a substituição de pastilhas de freio.
Segundo o instrutor Daniel Damazio, grande parte do aprendizado é transmitido por meio de atividades práticas dentro da oficina. O objetivo é que o conhecimento sirva tanto para o cuidado cotidiano com o carro quanto para quem deseja buscar aperfeiçoamento técnico na área.
Luciene Novaes, de 31 anos, busca conhecimento para ter mais segurança ao lidar com mecânicos. A servidora pública, que já possui outras formações técnicas, quer ser capaz de conferir fluidos, trocar o estepe e explicar com clareza os problemas percebidos no veículo.
Demanda de mercado e lista de espera
A procura pela capacitação foi intensa, preenchendo todas as vagas da turma atual. Com isso, o Senai já mantém uma lista de espera para uma próxima edição do curso.
A coordenadora de educação profissional, Camila Salles, afirmou que a presença de mulheres em áreas historicamente ligadas ao público masculino deixou de ser uma exceção na instituição. Ela destacou que a demanda acompanha o interesse da indústria por profissionais femininas em diferentes funções.
Neste mês, a instituição também abriu formações para o público feminino em setores como construção e fabricação de móveis.
