Curta-metragem 'Veludo Vermelho' tem sessões gratuitas em Maringá a partir de outubro
Filme com temática de drama romântico sáfico terá cinco exibições com legenda descritiva e bate-papos em diversos locais da cidade
Por Redação Diário Local
O curta-metragem “Veludo Vermelho” estreia em Maringá nesta quinta-feira (31), às 10h, no Cineflix Shopping Cidade. A obra faz parte de uma programação de cinco exibições gratuitas que percorrerão diferentes espaços da cidade entre o final de outubro e meados de novembro.
Com cerca de 21 minutos de duração, o filme apresenta um drama romântico sáfico que explora a relação íntima entre duas atrizes de teatro. A trama acompanha o casal durante a temporada de um espetáculo inspirado em “Romeu e Julieta”, em que o amor e a representação se confundem com o palco.
A produção é realizada pela Enódia Produções Artísticas e o filme foi gravado integralmente no Teatro Calil Haddad em agosto deste ano. O projeto é viabilizado pelo Fomento Aniceto Matti, por meio de recursos de incentivo à cultura da Lei Municipal de Maringá.
A direção é compartilhada por Kênia Bergo e Vinícius de Brito, com roteiro assinado por Bergo e Piera Schnaider. Segundo a produção, a equipe de trabalho é majoritariamente feminina e composta por pessoas da comunidade LGBTQIAP+.
Quando e onde assistir?
Além da estreia nesta quinta-feira (31), o público poderá conferir o filme em outras quatro sessões gratuitas. No domingo (9), haverá uma sessão dupla no Cine UEM, às 18h30 e às 20h. Na terça-feira (11), a exibição ocorre às 20h no Cine 2 Coelhos, no Teatro Barracão.
A última sessão da programação acontece na quarta-feira (12), às 20h, na Arena das Artes. Todas as exibições contarão com legenda descritiva para garantir a acessibilidade do conteúdo.
Nos dias 9 (domingo) e 12 (quarta-feira), o projeto contará com momentos de interação, com a realização de bate-papos após as sessões. O filme tem classificação indicativa de 14 anos.
Elenco e contexto da obra
O elenco do curta é formado por Kênia Bergo (Elena/Julieta), Eluanna Ribeiro (Catarina/Julieta), Ludmila Castanheira (Cecília) e Maria Guadalupe (Cris). A história utiliza a metalinguagem para tratar de temas de representatividade e inclusão.
A ideia do roteiro foi desenvolvida ao longo de quatro anos, originando-se com o projeto teatral “Ilha de Safo”. Para a roteirista Kênia Bergo, a obra busca construir uma barreira de fantasia através de elementos clássicos e caracterizações marcantes.
