Evento de spinning em praça gera reclamações de moradores por som alto em Pouso Alegre
Moradores de Pouso Alegre relataram que o volume alto da música durante evento na Praça Senador José Bento atrapalhou missas e orações.
Por Redação Diário Local
Um evento de spinning realizado na Praça Senador José Bento, em Pouso Alegre (MG), tornou-se alvo de reclamações de moradores e fiéis devido ao volume excessivo do som. A atividade, que ocorre em área pública, teria interferido em celebrações religiosas e no sossego da vizinhança durante a noite.
Relatos de pessoas que frequentam o local indicam que o barulho alto impediu a realização de orações e não foi reduzido mesmo durante a celebração de missas na praça. A queixa principal reside na dificuldade de manter a concentração e o ambiente adequado para as atividades religiosas em função da música.
De acordo com informações de moradores, o evento continuou com música em volume elevado mesmo após a meia-noite e meia (0h30). O incômodo foi registrado por cidadãos que enviaram queixas por meio de canais de atendimento locais para relatar a perturbação do sossego.
A iniciativa é organizada pelo Rotary Clube em uma parceria com academias da cidade. O projeto tem um caráter beneficente, com o objetivo central de promover atividades físicas para arrecadar leite.
O leite arrecadado durante a ação de spinning será destinado ao atendimento de diversas instituições assistenciais da região. A parceria entre o clube de serviço e os profissionais de educação física busca mobilizar a comunidade para a causa social.
Apesar do caráter solidário da proposta, o descontentamento dos moradores aponta para um conflito entre o objetivo da arrecadação e o impacto sonoro gerado no espaço urbano. O uso de som alto em praças públicas é um tema que frequentemente exige o equilíbrio entre lazer e o direito ao descanso.
Até o momento, não há informações detalhadas sobre se houve aplicação de multas ou intervenção direta das autoridades de fiscalização de posturas do município durante o evento.
Os moradores reforçam a necessidade de que eventos comunitários, mesmo os de cunho social e beneficente, respeitem os limites de decibéis e os horários estabelecidos para convívio em áreas de grande circulação de pessoas.
