Artista Petrillo lança livro com 80 desenhos sobre o patrimônio histórico de Juiz de Fora
Obra "Entre traços de memória" traz sketches de prédios e paisagens urbanas; lançamento ocorre neste sábado (19) com entrada gratuita.
Por Redação Diário Local
O artista e professor Petrillo lança, neste sábado (19), o livro “Entre traços de memória”, que reúne sketches de edificações e paisagens urbanas de Juiz de Fora. A obra busca homenagear o patrimônio histórico e a identidade da cidade, funcionando como um alerta para a importância da preservação da memória local.
O lançamento acontece às 11h, na Hiato Galeria, com entrada gratuita. O projeto é fruto de um trabalho de um ano e meio, durante o qual o autor registrou diversos pontos do município, concentrando esforços no Centro Histórico.
Entre os desenhos, o artista retrata tanto locais que compõem a paisagem atual quanto espaços que já foram derrubados ou transformados. Um dos exemplos citados é a antiga fábrica de plásticos na Rua Olegário Maciel, que agora existe apenas na memória coletiva.
Memória e pertencimento urbano
A proposta da obra e da exposição que a acompanha, também na Hiato Galeria, é estimular o sentimento de pertencimento. Como estratégia para reforçar esse vínculo, a exposição não utiliza legendas para identificar as obras.
Segundo o artista, a ausência de identificação direta serve para que o público faça um esforço de reconhecimento, percorrendo a memória ao observar os traços. O objetivo é que o espectador identifique os locais por conta própria.
O conteúdo textual do livro conta com colaborações da arquiteta Milena Andreola, do jornalista Mauro Morais e de Murilo Arruda e Angélica Gomes, integrantes do grupo Urban Sketches. Petrillo explicou que muitos dos desenhos passaram por diversas versões e ajustes até chegarem ao formato final.
Proposta educativa e ação social
O projeto também possui um caráter educativo voltado à formação de novos cidadãos. Parte da tiragem do livro será distribuída sem custos em escolas públicas de Juiz de Fora, visando promover o senso de preservação urbana desde a infância.
A iniciativa tem caráter social em sua fase de comercialização inicial. A renda obtida com a venda dos primeiros 40 exemplares será revertida para a Casa de São Francisco de Assis e para o Núcleo de Estudos Espíritas Allan Kardec.
O projeto foi viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc e contou com a produção da Old Man Artes e de Pedro Carcereri.
