Museu no Rio oferece acervo de 250 mil fósseis gratuitamente para pesquisas científicas
Acervo do Museu de Ciências da Terra conta com fósseis de dinossauros e mamíferos; acesso exige agendamento prévio.
Por Redação Diário Local
O acervo de paleontologia do Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro, oferece mais de 250 mil exemplares para pesquisas científicas de forma gratuita. A coleção inclui fósseis de dinossauros, peixes e plantas, mas o acesso exige agendamento prévio e o cumprimento de normas de conservação.
Os materiais reunidos pela instituição abrangem diferentes idades e unidades geológicas brasileiras. Entre os itens de destaque estão ovos fósseis e exemplares de mamíferos, como o mastodonte de Araxá.
O acervo também conta com peças de grande relevância histórica, como uma vértebra atribuída a um dos maiores dinossauros já registrados no Brasil. Além disso, a coleção abriga exemplares relacionados ao maior dinossauro carnívoro conhecido no país.
Para auxiliar em estudos comparativos, o museu disponibiliza materiais de organismos atuais que servem como referência. O espaço é utilizado tanto por pesquisadores quanto por estudantes interessados na área, recebendo cerca de 400 visitantes por ano.
Como funciona o acesso ao acervo?
A consulta à coleção é gratuita, mas o interessado deve realizar um agendamento antecipado. É obrigatório seguir rigorosamente os procedimentos de consulta e as normas de conservação para garantir a integridade dos exemplares.
Entre 2023 e 2026, o Museu de Ciências da Terra passou por uma reestruturação completa nos espaços destinados à preservação de suas coleções paleontológicas.
Melhorias na conservação e pesquisa
As intervenções realizadas no período incluiram a criação de um laboratório de conservação e de uma área específica para o acolhimento de pesquisadores. O projeto também previu a instalação de equipamentos modernos para o imageamento e a documentação dos materiais.
As obras de melhoria envolveram adequações estruturais em áreas de armazenamento e o aprimoramento do controle ambiental. Como parte da atualização técnica, os suportes orgânicos que eram usados no acondicionamento dos exemplares foram substituídos para aumentar a durabilidade do acervo.
