Polícia Civil cumpre mandados contra grupo de extorsão em Montes Claros
Ação contra grupo que usava anúncios falsos de acompanhantes para extorsão e estelionato resultou em apreensão de celulares e cartões.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Cupido para combater um grupo investigado por estelionato e extorsão cibernética. A ação teve desdobramentos em Minas Gerais, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão em Montes Claros, no Norte do estado.
Segundo as investigações, os criminosos publicavam anúncios falsos de acompanhantes na internet para atrair vítimas. Quando o contato era recusado ou os valores exigidos não eram pagos, os suspeitos passavam a enviar ameaças, inclusive contra familiares das vítimas.
Para realizar a intimidação, o grupo utilizava dados cadastrais obtidos previamente. Até o momento, a polícia identificou seis vítimas do esquema. Em um dos casos registrados, o prejuízo financeiro chegou a aproximadamente R$ 15 mil.
Os mandados judiciais têm como alvo pessoas suspeitas de administrar os perfis falsos na internet, receber e distribuir o dinheiro obtido pelas extorsões e prestar suporte tecnológico ao grupo criminoso.
Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, mídias e documentos que podem auxiliar na identificação da movimentação financeira do grupo. A Polícia Civil informou que os materiais serão analisados para o avanço das investigações.
Ação em Montes Claros
Em Montes Claros, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apoiou o cumprimento de um dos mandados da operação. Na cidade, foram apreendidos cinco aparelhos celulares, um tablet e diversos cartões durante as buscas.
O delegado da PCMG, Cézar Salgueiro, destacou que a integração entre as forças policiais de diferentes estados permite ampliar o alcance das investigações contra organizações criminosas que atuam no ambiente virtual. Ele afirmou que os materiais apreendidos ajudarão no rastreamento dos valores movimentados.
O delegado Gabriel Fontana ressaltou que a atuação técnica da equipe foi fundamental para mapear a cadeia financeira e tecnológica do grupo. Segundo ele, o trabalho pretende demonstrar que crimes no ambiente digital deixam rastros para a responsabilização perante a Justiça.
Os materiais apreendidos em Minas Gerais serão submetidos à análise pericial e investigativa. As investigações seguem em curso para identificar outros suspeitos e apurar a real extensão dos crimes cometidos.
