Diário Local
Rio de Janeiro

Prefeitura do Rio inicia operação 'Tolerância Zero' e apreende produtos de ambulantes na Zona Sul

Ação da Prefeitura do Rio resultou na apreensão de alimentos e bebidas, além de veículos, no primeiro dia de fiscalização na orla.

Por Davy Albuquerque

O primeiro dia da operação Tolerância Zero, lançada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para fiscalizar a orla da Zona Sul, resultou na abordagem de 88 ambulantes e na apreensão de 136 alimentos e 108 bebidas sem nota fiscal ou comprovação de procedência. A ação, iniciada na madrugada desta sexta-feira, também promoveu o recolhimento de cinco triciclos, 11 carrocinhas e três veículos utilizados como depósitos irregulares.

O esquema de ordenamento começou com a instalação de grades nos acessos à praia entre o Leme e o Leblon. Agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) foram distribuídos em duplas para controlar a entrada de pessoas na orla e reter produtos sem origem comprovada.

A estratégia do município prevê o emprego de 160 agentes para atuar 24 horas por dia em 69 pontos de monitoramento. Durante o primeiro dia, a maior concentração de força de trabalho, composta por agentes da Seop e da Guarda Municipal, foi registrada em Copacabana, onde viaturas foram posicionadas em frente ao Hotel Copacabana Palace.

A fiscalização também se estendeu por Ipanema e Leblon, com duplas de agentes ocupando esquinas de vias como as ruas Bartolomeu Mitre e Afrânio de Melo Franco. No Arpoador, foi instalada uma tenda de apoio para acompanhar o patrulhamento.

Protesto de ambulantes fecha faixas em Copacabana

A presença ostensiva dos fiscais esvaziou o comércio ambulante em praias como Copacabana e gerou uma reação de trabalhadores. No fim da tarde, camelôs realizaram um protesto que chegou a fechar duas faixas da Avenida Atlântica em defesa do direito ao trabalho.

A manifestação, que contou com o acompanhamento de policiais militares, terminou de forma pacífica com um buzinaço diante do Copacabana Palace. Entre os manifestantes, vendedores relataram a falta de diálogo com o município para a organização das atividades.

As restrições para o setor também incluem um decreto municipal que proíbe o uso de gás ou carvão para o preparo de itens como milho, queijo coalho e espetinhos. O novo modelo de ordenamento busca conter a desordem na região após episódios de disputas entre grupos para o controle do comércio na orla.

Apesar da repressão, alguns trabalhadores que possuem licença, como vendedores de mate no Arpoador, mantiveram as atividades. O objetivo da prefeitura com a operação é estabelecer um controle mais rígido sobre a ocupação e a procedência dos produtos vendidos nas praias da Zona Sul.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.