Prefeito de Rio Verde de Mato Grosso busca antecipar plebiscito para mudar nome da cidade
Réus Fornari defende antecipação da votação para evitar que a decisão sobre o novo nome seja influenciada por disputas eleitorais.
Por Redação Diário Local
O prefeito de Rio Verde de Mato Grosso, Réus Fornari (PP), busca antecipar o plebiscito que decidirá se o município mudará seu nome para Rio Verde do Pantanal. O objetivo da gestão municipal é realizar a consulta popular antes das eleições de 2028 para evitar que o tema seja influenciado por disputas políticas.
De acordo com as normas atuais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação está prevista para outubro de 2028, ocorrendo de forma conjunta ao primeiro turno das eleições municipais. Por essa regra, plebiscitos e referendos devem acontecer nas eleições ordinárias subsequentes ao ato de convocação.
Segundo Fornari, o processo de mudança de identidade já é uma consciência consolidada entre os moradores. O prefeito argumenta que a cidade não pertence mais ao estado de Mato Grosso há quase 50 anos. Com a antecipação, ele espera que a escolha ocorra de forma mais natural, sem entrar no campo de embates eleitorais.
Por que a mudança de nome é proposta?
A proposta visa substituir a referência ao antigo vínculo territorial com Mato Grosso pela identificação com o bioma Pantanal. A alteração para "Rio Verde do Pantanal" busca alinhar o nome oficial à realidade geográfica e ambiental que marca a região.
A administração municipal também enxerga potencial estratégico no novo nome para o setor de turismo. A ideia é posicionar a cidade como um portal de acesso ao Pantanal, utilizando o nome como ferramenta para atrair visitantes e explorar comercialmente a característica ambiental do município.
Como está o andamento do projeto na Assembleia?
A alteração oficial depende do avanço do Projeto de Lei 152/2025 na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O texto foi protocolado em 23 de junho de 2025 e tramita em regime ordinário, aguardando movimentação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
O deputado Junior Mochi foi designado como relator do projeto na comissão. A última movimentação registrada ocorreu em 8 de julho de 2025, quando a proposição foi encaminhada ao gabinete do parlamentar. A proposta já recebeu apoio prévio da Câmara Municipal de Rio Verde de Mato Grosso.
Em novembro de 2025, autoridades de Mato Grosso do Sul e representantes do TSE realizaram uma reunião para tratar dos procedimentos jurídicos e administrativos necessários para a consulta. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) é o órgão responsável por conduzir o calendário eleitoral após as etapas da Justiça Eleitoral.
Caso o projeto avance na Assembleia e receba a sanção do governador, a mudança só será concretizada se a maioria dos eleitores aprovar a proposta no plebiscito. O processo segue as etapas de análise legislativa e, posteriormente, a manifestação direta da população.
