Polícia Civil prende cinco suspeitos de quadrilha especializada em furtar apartamentos de luxo em Copacabana
Grupo monitorava rotina de vítimas e usava dados de plataformas de pesquisa para planejar invasões a imóveis de alto padrão
Por Diário Local
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu cinco integrantes de uma quadrilha paulista especializada em arrombar e furtar apartamentos de luxo em diversos estados. As prisões ocorreram em Copacabana, na Zona Sul carioca, durante operação da Delegacia da Gávea com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com as investigações, o grupo monitorava detalhadamente a rotina das vítimas antes de realizar os crimes. Os criminosos viajavam para as cidades-alvo, alugavam imóveis próximos aos apartamentos visados e acompanhavam o dia a dia dos moradores.
A delegada Daniela Terra explicou que os alvos eram escolhidos após o grupo consultar informações pessoais, fiscais e bancárias em plataformas de pesquisa de dados. Com esse levantamento, realizavam o monitoramento técnico para identificar o momento de agir.
Mensagens interceptadas pela polícia revelaram que os suspeitos estudavam a localização de câmeras de segurança e a rotina dos porteiros. O grupo também aguardava a saída de funcionários, como empregadas domésticas, para planejar as invasões.
Durante a ação, os agentes localizaram o esconderijo do grupo e prenderam em flagrante Allan Noblat de Lima, Matheus dos Santos da Rocha e Felipe Pereira. Com eles, foram apreendidos luvas e ferramentas utilizadas para arrombar as residências.
No celular de um dos detidos, os investigadores encontraram vídeos gravados durante os furtos e imagens de joias levadas das vítimas. Imagens obtidas pela polícia também mostraram dois suspeitos entrando em um prédio em Niterói usando bonés para esconder o rosto.
Após os primeiros depoimentos, outros dois integrantes foram identificados e presos em um prédio na Avenida Nossa Senhora de Copacabana: Matheus Medeiros Miranda e João Vitor Santos Silva. Com eles, foram encontrados mais instrumentos usados nos crimes.
A investigação aponta que a quadrilha atuava em vários estados. Dois dos presos já eram procurados pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por crimes semelhantes, e todos os cinco possuem antecedentes por furtos.
Segundo a Polícia Civil, os cinco suspeitos confessaram os crimes na delegacia e devem responder por associação criminosa e tentativa de furto.
