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Meio Ambiente

Helicóptero lança 4 toneladas de sementes para reflorestar Mata Atlântica no Espírito Santo

Operação em Rio Novo do Sul usa tecnologia para recuperar palmeira-juçara e fortalecer a economia local com o fruto.

Por Redação Diário Local

Um helicóptero realizou o lançamento de cerca de quatro toneladas de sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) para reflorestar uma área de Mata Atlântica em Rio Novo do Sul, no Sul do Espírito Santo. A operação inédita busca recuperar a espécie em uma região de difícil acesso e de terreno acidentado.

A ação foi coordenada pela prefeitura de Rio Novo do Sul em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). Com o auxílio de um sistema de GPS, a aeronave cobriu aproximadamente 80 hectares de mata densa para garantir a distribuição uniforme de cerca de 2,6 milhões de sementes.

A escolha pela dispersão aérea permite cobrir a área sem a necessidade de abrir trilhas ou pisotear a vegetação nativa. As sementes utilizadas na operação nasceram na própria região e foram doadas por proprietários de três agroindústrias locais de polpa de juçara.

Por que a palmeira-juçara precisa de recuperação?

A palmeira-juçara está classificada como vulnerável no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). O risco de extinção é causado, principalmente, pelo histórico de extração ilegal de seu palmito, já que a planta possui caule único e morre definitivamente após o corte.

Segundo engenheiros e técnicos do Incaper, a técnica aérea visa acelerar um ciclo de regeneração que estava interrompido devido ao desmatamento e à degradação do trecho. A expectativa dos pesquisadores é que, em um período de cinco a seis anos, o aumento de árvores adultas permita que a própria fauna silvestre volte a espalhar as sementes na natureza.

Como a operação fortalece a economia local?

Além do ganho ambiental, o projeto busca proteger a economia de Rio Novo do Sul, município reconhecido por lei estadual como a Capital Estadual da Juçara. O fruto é a base para a produção de polpa, utilizada em sucos, doces, sorvetes e pratos salgados, sendo apelidado de "açaí capixaba".

A manutenção da espécie garante a sustentabilidade de empreendimentos que movimentam a comunidade, como a produção de alimentos e o turismo gastronômico na Rota da Juçara. A iniciativa integra conservação, tecnologia e apoio à agricultura familiar para assegurar a renda de produtores regionais nas próximas décadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.