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Cultura

Prefeitura de Simão Pereira busca empresas para restaurar Casarão do Registro do Paraibuna

Projeto aprovado em leis de incentivo estima custo de R$ 6,5 milhões para a recuperação de imóvel do período colonial.

Por Redação Diário Local

A Prefeitura de Simão Pereira busca a captação de recursos junto a empresas para viabilizar a restauração do Casarão do Registro do Paraibuna. O projeto, localizado próximo à divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, já possui aprovação nas leis federal e estadual de incentivo à cultura, mas ainda aguarda o aporte de verbas para o início das obras.

A estimativa para a recuperação do imóvel histórico é de R$ 6,5 milhões. Segundo o secretário de Turismo de Simão Pereira, Geraldo Francisco do Nascimento, o município trabalha para conseguir os valores necessários ainda este ano por meio de mecanismos de renúncia fiscal.

O projeto de restauração está registrado no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) sob o número 258840 e prevê intervenções estruturais completas. As obras incluem a recuperação de pisos, tetos, paredes, cobertura, revestimentos, portas e janelas, além de divisões internas, área externa, paisagismo e medidas de acessibilidade e proteção contra incêndio.

Como funcionam os patrocínios?

Para viabilizar o financiamento, a administração municipal estabeleceu cotas de patrocínio para as empresas interessadas. A cota ouro exige investimento de R$ 1,5 milhão; a prata é de R$ 900 mil; e a bronze é de R$ 500 mil.

Como contrapartida, as empresas patrocinadoras terão suas marcas expostas em materiais de divulgação, eventos, redes sociais e em peças relacionadas ao processo de restauração. O objetivo é utilizar a dedução fiscal para transformar o patrimônio em um polo de turismo, educação e economia criativa.

O plano prevê a implantação de uma biblioteca, sala multimídia para pesquisas, salas de cursos, auditório e um café para novos visitantes.

Histórico do imóvel

O Casarão do Registro do Paraibuna é um remanescente do período colonial e funcionava como um posto fiscal para o controle de circulação de pessoas, mercadorias e animais, além da cobrança de tributos para a Coroa. O imóvel é um exemplar vinculado à antiga Estrada Real.

A estratégia de buscar recursos via legislação de incentivo já foi utilizada em outra obra no município: a restauração da Estação Ferroviária de Souza Aguiar, que contou com patrocínio da MRS Logística. Agora, a prefeitura tenta repetir o modelo para salvar o casarão da ruína.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.