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Natureza

Pequena área ao lado do Píer de Iemanjá vira refúgio de aves e tartarugas em Vitória

Local próximo ao Píer de Iemanjá no Canal de Camburi funciona como ponto de alimentação para espécies migratórias e residentes.

Por Redação Diário Local

Uma pequena área localizada ao lado do Píer de Iemanjá, em Vitória, tornou-se um importante ponto de observação de aves costeiras e tartarugas-marinhas. O trecho, situado à direita de quem acessa o píer e voltado para o Canal de Camburi, funciona como um refúgio de alimentação e descanso para diversas espécies.

Durante o período de maré baixa, a região expõe um banco de lama rico em invertebrados, como moluscos, crustáceos e vermes marinhos. Essa oferta de alimento sustenta uma movimentação de animais residentes e de aves migratórias, que utilizam o ponto para recuperar energias durante suas rotas de deslocamento.

Por que a área é importante para a biodiversidade?

A presença de invertebrados no solo lamacento atrai uma variedade de espécies, incluindo maçaricos, batuíras, garças, socozinhos e biguás. Além das aves, o local é ponto de circulação de tartarugas-marinhas durante a maré cheia.

O ecossistema funciona também como um filtro natural para a água e contribui para a captura de carbono da atmosfera. Por ser uma zona úmida, a área possui relevância ecológica dentro de uma paisagem urbanizada, funcionando como um ponto de respiro ambiental.

De acordo com estudos sobre o sistema estuarino da Baía de Vitória, a região apresenta alta biodiversidade. O local é um dos poucos pontos na capital capixaba com essas características, além das áreas de manguezal.

Proteção e conservação municipal

O trecho faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Baía das Tartarugas, uma unidade de conservação do município de Vitória. No novo Plano de Manejo da unidade, a região foi apontada como uma zona prioritária para a preservação da biodiversidade local.

A classificação da área como prioritária ocorreu após escutas públicas, nas quais moradores e pesquisadores destacaram o valor ecológico do trecho. A proteção visa garantir que a dinâmica das marés e o banco de alimentos não sejam afetados por intervenções urbanas.

Historicamente, a paisagem da região era composta por manguezais e restingas, antes da urbanização intensa transformar o antigo Rio Maruhype — atual Canal de Camburi — e a Praia de Camburi. O refúgio atual representa um dos fragmentos de natureza que resistem ao crescimento da cidade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.