Inflação de maio sobe 0,58%, fura o teto da meta e é a maior para o mês em cinco anos, diz IBGE
Índice oficial de preços acumula 4,72% em 12 meses, pressionado por alimentação, habitação e saúde, e volta a ultrapassar o teto da meta, segundo o IBGE.
Por Diário Local
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação no Brasil, subiu 0,58% em maio de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior taxa para o mês de maio em cinco anos.
O IPCA mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Uma alta como essa significa que o custo de vida ficou mais pesado: o dinheiro rende menos no supermercado, nas contas de casa e nos serviços do dia a dia.
Quanto a inflação acumula em 12 meses?
No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 4,72%. Com isso, o índice voltou a ultrapassar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, com tolerância até 4,50%.
Quando a inflação fura o teto, aumenta a pressão sobre a autoridade monetária para manter os juros altos por mais tempo, o que encarece o crédito.
O que mais pesou no índice?
O resultado foi puxado principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, com inflação de 1,33%, seguido por habitação, com 1,22%, e saúde, com 0,90%.
O grupo de habitação inclui itens como conta de luz e aluguel, enquanto alimentação reflete os preços no supermercado e nas refeições fora de casa.
A alta dos alimentos tem relação com fatores como câmbio, ciclo da pecuária, exportações e clima, segundo análises do setor.
Para as famílias, a recomendação dos especialistas é comparar preços e priorizar itens essenciais, já que a pressão sobre a comida e a moradia deve continuar no curto prazo.
O IBGE divulga o IPCA todos os meses e o índice serve de base para reajustes de contratos, salários e benefícios.
