Conta de luz segue mais cara em junho com bandeira amarela e acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh
Aneel mantém a bandeira amarela pelo segundo mês seguido por causa da seca, com custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh na conta de energia.
Por Diário Local
A bandeira tarifária de junho de 2026 segue amarela, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, os consumidores continuam pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
As bandeiras tarifárias funcionam como um sinal de trânsito na conta de luz: verde indica custo normal, e amarela ou vermelha apontam que a geração de energia está mais cara, com cobrança extra repassada ao consumidor.
Quanto isso pesa na conta?
Para uma residência que consome 200 kWh por mês, a bandeira amarela representa cerca de R$ 3,77 adicionais na fatura. O valor varia conforme o consumo de cada família: quanto mais energia, maior o acréscimo.
Esta é a segunda vez seguida que a bandeira amarela é mantida. De janeiro a abril, os consumidores ficaram sob bandeira verde, sem cobrança adicional.
Por que a energia ficou mais cara?
A medida foi adotada por causa da diminuição do volume de chuvas na passagem do período chuvoso para o seco. Com menos água, cai a geração das hidrelétricas e o país precisa acionar usinas termelétricas, que têm custo de produção mais alto.
Esse custo extra é repassado às contas por meio da bandeira tarifária, mecanismo criado para sinalizar ao consumidor o momento de economizar.
A conta de luz entra no cálculo da inflação oficial, no grupo de habitação, que tem pressionado o índice de preços nos últimos meses.
Para reduzir o impacto, a recomendação dos especialistas é adotar hábitos de economia, como evitar o uso de aparelhos de alto consumo nos horários de pico.
A Aneel divulga a bandeira de cada mês com base nas condições de geração de energia do país.
