Brasil deve colher safra recorde de 66,8 milhões de sacas de café em 2026, projeta a Conab
Companhia Nacional de Abastecimento estima alta de 18% na safra de café em 2026, mas os preços devem seguir elevados no curto prazo.
Por Diário Local
O Brasil deve colher uma safra recorde de 66,8 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa alta de 18% sobre o ciclo anterior e supera o recorde de 63,08 milhões de sacas registrado em 2020.
A safra é a colheita do ano. Quando ela é maior, normalmente há mais produto disponível, o que costuma ajudar a baratear os preços. Neste caso, porém, esse efeito pode não chegar tão rápido ao consumidor.
Por que o café não deve ficar mais barato logo?
Apesar do volume robusto, a Conab e analistas do setor apontam que os preços devem permanecer elevados no curto prazo. O motivo é o baixo nível dos estoques internos somado a uma demanda mundial aquecida.
Quando a procura global é alta e as reservas estão baixas, o preço tende a se manter firme mesmo com uma colheita grande, porque boa parte da produção é direcionada à exportação.
Como fica a composição da safra?
A Conab estima colheita de 44,1 milhões de sacas de café arábica, alta de 23,3% sobre 2025. Para o tipo conilon, a expectativa é de 22,1 milhões de sacas, crescimento de 6,4%.
A colheita começou em junho e deve acelerar na segunda metade do mês, segundo o levantamento.
O café é um item presente na mesa da maioria das famílias brasileiras e seu preço entra no cálculo da inflação oficial.
Fatores como clima e câmbio também influenciam o valor final do produto no supermercado.
A Conab atualiza periodicamente suas estimativas de safra ao longo do ano-agrícola.
