Consumo de água e energia da IA preocupa, e ONU alerta para impacto ambiental crescente

Relatório da ONU projeta que a IA pode consumir até 2030 água equivalente à necessidade de 1,3 bilhão de pessoas, além de muita eletricidade.

Por Diário Local

O consumo de água e energia da inteligência artificial preocupa especialistas, segundo um relatório da Universidade das Nações Unidas divulgado em junho de 2026. O documento alerta que a expansão acelerada da tecnologia tem custos ambientais que costumam passar despercebidos pelos usuários.

Por trás de cada pergunta feita a um chatbot há grandes centros de processamento de dados, os data centers, que precisam de muita eletricidade para funcionar e de água para resfriar os equipamentos.

De quanto se fala?

O relatório projeta que, até 2030, o consumo de água ligado à IA poderá equivaler às necessidades domésticas básicas de 1,3 bilhão de pessoas. A área de terra ocupada por essa infraestrutura também tende a crescer de forma expressiva.

No campo da energia, os data centers já consomem mais eletricidade do que a maioria dos países do mundo. As projeções indicam um salto importante no consumo global até o fim da década.

O que mais pesa?

Um achado relevante do estudo contraria uma ideia comum. O debate costuma se concentrar na energia gasta para treinar os modelos, mas a pesquisa aponta que o uso cotidiano, ou seja, as consultas do dia a dia, responde por cerca de 80% a 90% da demanda total de energia.

Isso significa que o impacto cresce conforme mais pessoas usam a IA com mais frequência, e não apenas quando novos modelos são criados.

O relatório também associa esse consumo a emissões de carbono comparáveis às de países de porte médio, reforçando a relação entre IA e mudança climática.

Especialistas defendem mais transparência das empresas sobre o gasto de água e energia, hoje informado de forma incompleta, para que o impacto possa ser de fato medido.

Para o usuário, fica o registro de que a IA não é uma tecnologia sem custo ambiental, ainda que esse custo seja invisível na tela do celular.

As empresas afirmam buscar fontes de energia mais limpas e maior eficiência, mas a verificação independente dessas promessas ainda é limitada.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.