Quase todos os estudantes já usam IA, e maioria admite recorrer a ela em trabalhos avaliados

Levantamentos indicam que cerca de 92% dos estudantes usam IA e a maioria já recorreu a ela em tarefas avaliadas, o que reacende o debate sobre cola.

Por Diário Local

O uso de inteligência artificial entre estudantes se tornou quase universal, segundo levantamentos sobre educação divulgados em 2026. As estimativas indicam que cerca de 92% dos alunos já recorrem a ferramentas de IA, e a maioria admite usá-las também em trabalhos que valem nota.

Os dados mostram um fenômeno que vai muito além de pesquisas pontuais. Boa parte dos estudantes usa a IA para escrever redações, resolver questionários e fazer tarefas de casa, o que reacende o debate sobre integridade acadêmica.

É cola ou é apoio?

A fronteira é justamente o ponto em disputa. Os próprios estudantes têm visões divididas. Muitos consideram aceitável usar a IA para explicar um conceito novo ou gerar ideias para um trabalho, mas a maioria reprova pedir à ferramenta um texto inteiro pronto para entregar.

Em algumas instituições, o uso indevido de IA já responde por boa parte dos casos de má conduta acadêmica, o que pressiona escolas e universidades a repensarem suas avaliações.

Quais os riscos para o aprendizado?

Além da questão ética, há um risco prático. A IA pode entregar respostas erradas com aparência de corretas, as chamadas alucinações. O estudante que copia sem entender pode aprender informação falsa ou cometer erros sem perceber.

Há também a preocupação de que o uso excessivo prejudique o desenvolvimento de habilidades como escrita, argumentação e raciocínio, que se constroem justamente com o esforço de produzir.

Educadores defendem que a solução não é proibir, mas ensinar o uso consciente, com a IA servindo de apoio ao estudo e não de substituto do próprio aprendizado.

Algumas escolas têm adaptado avaliações, valorizando trabalhos feitos em sala, defesas orais e processos que mostram o raciocínio do aluno, e não apenas o resultado final.

Para estudantes e famílias, a recomendação é tratar a IA como uma ferramenta de estudo, sempre conferindo as informações e usando-a para aprender, não para terceirizar o pensamento.

O tema deve seguir no centro das discussões sobre educação enquanto as ferramentas de IA continuarem populares entre os jovens.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.