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Anatel aperta o cerco ao spoofing e obriga operadoras a barrar número falso

Nova norma exige rastreio e prevê punições para operadoras que deixarem passar chamadas com número de origem adulterado.

Por Diário Local

A Anatel ampliou as exigências para combater o spoofing, a prática de adulterar o número que aparece no visor do celular para enganar a vítima. A nova norma estabelece regras mais rígidas e punições às operadoras.

O que é spoofing

É a fraude em que o golpista manipula o identificador de chamadas para que apareça no seu celular um número confiável, como o do seu banco ou de um órgão público. Assim, a vítima atende e confia, sem saber que a origem é falsa.

O que a Anatel mudou

A agência ampliou as exigências técnicas, contratuais e operacionais às prestadoras de telefonia fixa e móvel para coibir a adulteração do número de origem. As empresas passam a ter obrigações de rastreio e podem ser punidas se deixarem passar chamadas fraudulentas.

Quando entra em vigor

A norma foi estabelecida no fim de 2025, com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026 e validade prevista até 30 de junho de 2027, período em que a Anatel acompanha os resultados.

Combate às ligações abusivas

Em paralelo, a Anatel mantém a medida que obriga as operadoras a enviar relatórios mensais de tráfego e a bloquear empresas que ultrapassam os limites de chamadas. Vivo, Claro, TIM e outras 26 prestadoras integram a lista.

Como isso ajuda você

Quanto mais eficaz o bloqueio na rede, menos ligações falsas chegam ao seu celular. Mas a barreira não é perfeita: algumas chamadas ainda passam, e a atenção do usuário continua sendo necessária.

O que você pode fazer

Desconfie de ligações que pedem dados, senhas ou transferências, mesmo que o número pareça legítimo. Em caso de suposto contato do banco, desligue e ligue de volta pelo número oficial do cartão ou do aplicativo.

Por que importa

O spoofing é a base de muitos golpes de falsa central. Atacar a adulteração do número na origem é um passo importante, mas a defesa final ainda depende de o usuário não confiar cegamente no que aparece no visor.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.