Alckmin defende foco em eleitores de centro e classe média para 2º turno das eleições
Em ato em São Paulo, o vice-presidente propõe dialogar com classe média e independentes para reverter vantagem de Flávio Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu, neste sábado (10), que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foque em convencer eleitores independentes, de centro e da classe média. O objetivo é tentar reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 25 de outubro.
A declaração foi feita durante um evento do movimento Judeus pela Democracia, realizado na Casa do Povo, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. O encontro reuniu apoiadores de Lula e contou com a presença das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
Durante o discurso, Alckmin utilizou a defesa da democracia como um dos principais argumentos de campanha. Segundo o vice-presidente, é necessário demonstrar aos eleitores indecisos os possíveis prejuízos que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia trazer ao país.
Como aceno à parcela do eleitorado que critica a política econômica atual, Alckmin também mencionou a necessidade de um ajuste fiscal. Ele ressaltou que tal medida não deve incidir sobre a população mais pobre.
O que busca a estratégia para o segundo turno?
A tentativa de atrair o eleitor de centro busca ampliar a votação de Lula na etapa decisiva do pleito. O grupo político aposta em figuras como o próprio Alckmin e a ex-ministra Simone Tebet, que são vistos como nomes com maior trânsito entre o centro e a classe média.
Outra frente de atuação da campanha é o combate à abstenção eleitoral. No primeiro turno, cerca de 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar, um contingente que a equipe de Lula considera fundamental para tentar mudar o cenário do segundo turno.
No entanto, a mobilização dos ausentes apresenta um desafio estratégico. Dados do primeiro turno indicam que as maiores taxas de abstenção ocorreram em regiões onde Flávio Bolsonaro obteve maior votação, o que significa que o aumento da participação nem sempre beneficia a candidatura petista.
No primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro alcançou 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual governo, representado por Lula, registrou 45,16%.
