André Marinho estudou na Universidade de Nova York, mas não concluiu o curso
Candidato ao governo do estado cursou Ciência Política e Negócios na NYU, mas concluiu graduação no Brasil em 2020
Por Redação Diário Local
O candidato ao governo do estado, André Marinho (Novo), estudou na Universidade de Nova York (NYU), mas não concluiu a graduação em Ciência Política e Negócios na instituição. O período de permanência na universidade americana compreendeu as temporadas de outono de 2014, primavera de 2015 e parte do semestre de outono de 2015.
Marinho esclareceu que a interrupção dos estudos nos Estados Unidos ocorreu para que pudesse retornar ao Brasil durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Após o retorno, o candidato matriculou-se no curso de Direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC), onde estudou entre 2016 e 2019.
A formação de Direito foi concluída no Instituto Damásio, do IBMEC, em São Paulo, no início de 2020, durante o início da pandemia de Covid-19. O candidato afirma que não divulga a informação de que seria graduado pela NYU e busca manter a precisão sobre seu histórico acadêmico.
Em entrevista, Marinho destacou que não afirma ter se formado na instituição americana, mas sim que estudou nela, assim como na PUC e no Instituto Damásio. Segundo o político, os materiais de divulgação de campanha e as redes sociais não contêm referências ao título de graduado pela universidade estrangeira.
Apesar de não ostentar o diploma, o candidato mencionou que valoriza a experiência que viveu no exterior para além das credenciais acadêmicas. A Universidade de Nova York é uma das instituições mais conceituadas do mundo, figurando entre as 40 melhores globalmente.
O debate sobre a veracidade de currículos de políticos já foi tema de controvérsias anteriores. Um exemplo ocorreu com o ex-governador Wilson Witzel, que incluiu em seu Currículo Lattes a possibilidade de um intercâmbio em Harvard, nos Estados Unidos, como parte de seu doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF).
Na ocasião envolvendo Witzel, a assessoria do Palácio Guanabara justificou que o projeto de estudar em Harvard foi interrompido pela campanha ao governo do estado em 2018. Na época, a defesa alegou que o projeto de pesquisa previa a possibilidade de aprofundamento de estudos na universidade americana, mas não concretizou a matrícula.
No caso de André Marinho, a distinção entre o período de estudo e a conclusão do curso é apresentada pelo próprio candidato como uma questão de precisão. Ele reforça que o foco de sua trajetória reside na experiência prática e não na ostentação de currículos acadêmicos.
