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Caiado propõe anistia para condenados pelo 8 de janeiro e criação de polícia na América do Sul

Candidato do PSD defende pacificação do país e diz que não retaliaria os Estados Unidos em caso de tarifas comerciais

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, propôs a concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a criação de uma força policial unificada para a América do Sul. Durante entrevista nesta sexta-feira (7), o presidenciável defendeu que a anistia tem o objetivo de pacificar o Brasil e evitar desgastes contínuos no país.

Caiado afirmou ainda que pretende realizar uma série de visitas aos 10 países que fazem fronteira com o território brasileiro para viabilizar a proposta de uma polícia que possa transitar entre as nações sul-americanas. A ideia surge em meio ao debate sobre o combate a facções criminosas.

O que diz o candidato sobre anistia e segurança?

Ao ser questionado sobre a urgência da anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, Caiado classificou a medida como um caminho para o fim de "brigas inúteis". Ele argumentou que o país precisa de um novo momento de convivência que só será possível com a pacificação.

Sobre o uso de câmeras corporais por agentes de segurança, o candidato manifestou posicionamento contrário. Segundo ele, o policial pode preferir não utilizar o equipamento para se resguardar em situações de confronto.

Propostas econômicas e reformas

No campo econômico, o presidenciável do PSD afirmou que pretende revisar pontos da Reforma Tributária que acredita prejudicarem o setor privado. Caiado alegou que, embora o texto tenha sido aceito pelo setor produtivo, pequenos e médios empresários buscam revisões em pontos específicos.

O candidato também defendeu a necessidade de cortes na máquina pública e a revisão da Previdência. Além disso, manifestou intenção de enviar ao Congresso propostas para reformas administrativa e política.

Quanto às emendas parlamentares, Caiado criticou o modelo atual, classificando o cenário de distribuição de recursos como uma "desordem institucional".

Relação com os Estados Unidos

Questionado sobre os impactos das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump ao Brasil, Caiado descartou medidas de retaliação contra os Estados Unidos. O candidato afirmou que retaliar o governo americano poderia prejudicar as exportações brasileiras e afastar investimentos estrangeiros.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.