Campanha de Flávio Bolsonaro descarta privatização de Petrobras, Caixa e Banco do Brasil
Integrante da equipe econômica de Flávio Bolsonaro afirmou que Petrobras, Caixa e Banco do Brasil serão preservadas em eventual governo.
Por Redação Diário Local
O economista Adolfo Sachsida, integrante da campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (8) que a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não serão alvo de privatização caso o candidato vença o segundo turno das eleições.
Em declaração feita nas redes sociais, Sachsida garantiu que "nenhuma dessas empresas será tocada". Segundo o economista, o foco da gestão será fortalecer a administração das estatais para que elas voltem a registrar lucros e respeitem o povo brasileiro.
A posição sinaliza uma mudança de tom em relação à orientação do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2020, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou a gestão do Banco do Brasil e defendeu sua venda, além de ter manifestado apoio à privatização da Petrobras em 2021.
Sachsida, que foi integrante da equipe de Guedes no Ministério da Economia, não mencionou os Correios em seu comunicado. A estatal integrava o programa de desestatização do governo Bolsonaro, mas não foi vendida e tem registrado aportes de capital do governo.
O que muda no ajuste fiscal e nos ministérios?
O integrante da campanha detalhou que o ajuste fiscal do governo de Flávio Bolsonaro será focado no controle de excessos. Entre as medidas, Sachsida afirmou que o governo pretende reduzir o número atual de 39 ministérios e buscar o veto aos chamados "supersalários".
Ao tratar do funcionalismo, o economista declarou que o governo respeitará os servidores, mas criticou remunerações de R$ 200 mil por mês. Para ele, tais valores não condizem com a realidade do setor público e se assemelham a salários do setor privado.
O tema dos supersalários já havia sido pauta no governo atual. Em 2023, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o Congresso Nacional regulamentasse a lei que trata dessas remunerações no serviço público.
Quais os planos para os programas sociais?
Sobre a assistência social, Sachsida afirmou que a gestão pretende preservar e fortalecer os programas vigentes. Ele citou especificamente o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) como prioridades de manutenção.
O economista assegurou que o grupo pretende respeitar as famílias que dependem desses repasses. A disputa entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está definida para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro (25).
