Parlamentares movimentam articulações para sucessão na Presidência da Assembleia de Minas
Com saída de Tadeu Leite para o TCE, deputados reeleitos organizam possíveis candidaturas para a próxima legislatura
Por Redação Diário Local
Os deputados estaduais de Minas Gerais iniciam a articulação política para a sucessão da Presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A disputa ocorre em meio à organização para o segundo turno das eleições estaduais e visa ocupar a vaga deixada por Tadeu Leite (MDB).
O atual presidente da Casa, Tadeu Leite, foi eleito para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e não concorrerá à reeleição no Legislativo. A previsão é que ele permaneça no comando da Assembleia até a posse do governador eleito, Cleitinho (Republicanos), agendada para a segunda-feira (5) de janeiro de 2027.
Até o momento, nove parlamentares são apontados como possíveis interessados na presidência da Casa. O Partido Liberal (PL), que detém 21 cadeiras na ALMG, possui quatro nomes em destaque para a disputa: Bruno Engler, Sargento Rodrigues, Gustavo Santana e Vittorio Medioli.
Além da bancada do PL, outros deputados participam das movimentações para o comando da Mesa Diretora. Estão em disputa nomes como João Magalhães (PSD), Doorgal Andrada (PP), Nayara Rocha (PP), Ulysses Gomes (PT) e Tito Torres (PSD).
A eleição da Mesa Diretora é um processo interno que costuma contar com a influência do governo do estado. O governo de Cleitinho, que deve apresentar um perfil multipartidário, terá o desafio de construir uma base de apoio na Assembleia para sustentar a gestão nos próximos anos.
A nova legislatura enfrentará um cenário de pressão fiscal e desafios econômicos. Segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para o exercício de 2027, Minas Gerais deve iniciar o ano com um déficit estimado em R$ 10,5 bilhões.
O estado também lida com uma dívida pública total de R$ 208,10 bilhões. Desse valor, R$ 187,51 bilhões são devidos à União e integram o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
Para o ano de 2027, o desembolso do governo mineiro destinado ao pagamento de parcelas ligadas ao Propag e ao Fundo de Equalização Financeira (FEF) é de aproximadamente R$ 4,56 bilhões, conforme os dados do orçamento encaminhado à Assembleia.
