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Política

Eleição de vereadores em Juiz de Fora fortalece nomes para disputa de 2028, dizem pesquisadores

Resultados das Eleições 2026 mostram aumento de votos e exposição de parlamentares de Juiz de Fora para próximos pleitos.

Por Redação Diário Local

As Eleições 2026 funcionaram como um teste de projeção política para vereadores de Juiz de Fora, com resultados que já indicam movimentos para as disputas de 2028, segundo avaliação de pesquisadores do Núcleo de Estudos sobre Política Local (Nepol), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Seis parlamentares da cidade buscaram vagas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ou na Câmara dos Deputados. Dois deles, Roberta Lopes (PL) e Sargento Mello-Casal (PL), conquistaram o mandato. Os outros quatro candidatos não foram eleitos, mas registraram aumento de votação e maior exposição política.

Entre os candidatos à ALMG que não foram eleitos estão Dr. Antônio Aguiar (União), João do Joaninho (PSB), Laiz Perrut (PT) e Tiago Bonecão (Democrata). Já Sargento Mello-Casal foi o único a disputar a vaga no Congresso Nacional.

Por que a disputa é vista como investimento político?

Para os pesquisadores do Nepol, a participação em eleições gerais serve para valorizar a imagem do político e testar sua capacidade de atrair votos para além de seu reduto original. A campanha também permite acesso a recursos como o fundo eleitoral e tempo de televisão, funcionando como uma pré-campanha antecipada.

A doutoranda em Ciências Sociais pela PUC-Rio, Camila Miranda Evangelista, que integra o Nepol, afirma que a disputa de 2026 funciona como um investimento para os próximos pleitos, sejam eles de reeleição na Câmara Municipal em 2028 ou novas tentativas estaduais e federais em 2030.

A pesquisadora Gabrielly Cardoso, também do Nepol, complementa que nenhum dos parlamentaristas saiu do pleito com perda de capital político. Para ela, a "não-eleição" pode ser interpretada como uma vitória política para o fortalecimento de nomes dentro dos grupos partidários.

O desafio do voto regional e o teto municipal

Apesar do crescimento expressivo de votos em relação a 2024, pesquisadores apontam que a concentração da votação em Juiz de Fora pode ser um limitador. O doutor em Ciências Sociais e pesquisador do Nepol, Gustavo Paravizo, explica que, embora a cidade forneça a base, o que costuma decidir as eleições para deputado é o voto vindo de outras regiões.

Ao analisar os dados, Paravizo observa que candidatos com maior votação em Juiz de Fora, como Laiz Perrut e Tiago Bonecão, tiveram dificuldades para expandir seus números no restante do estado. Quando a votação fica muito concentrada em um único município, a candidatura tende a esbarrar em um teto de crescimento.

O desempenho individual também contribui para o peso político dentro das legendas. Vereadores que trazem um volume significativo de votos para o partido, mesmo sem serem eleitos para cargos maiores, ganham crédito interno para negociar futuras candidaturas e posições nos diretórios partidários.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.