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Filho de Donald Trump compartilha publicação que compara Lula a Nicolás Maduro

Empresário norte-americano compartilhou post de advogado que questiona integridade do processo eleitoral brasileiro.

Por Redação Diário Local

O empresário norte-americano Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou no domingo (25) a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de estender o horário de votação nas eleições brasileiras. Em sua conta na rede social X, ele compartilhou uma publicação que compara o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao líder da Venezuela, Nicolás Maduro.

A postagem republicada por Trump Jr. foi escrita pelo advogado Martin de Luca, que já atuou em processos envolvendo o ministro do STF, Alexandre de Moraes. No conteúdo original, De Luca alega a existência de fraude eleitoral no Brasil e questiona se o governo brasileiro pretende que a comunidade internacional reconheça o pleito como livre e justo.

Ao compartilhar o texto, o filho de Donald Trump criticou a imprensa dos Estados Unidos. Ele afirmou que, se um governo conservador no Brasil adotasse medidas semelhantes, a mídia norte-americana reagiria com indignação, mas que o silêncio atual ocorre por questões ideológicas.

As críticas surgem após o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinar a prorrogação do horário de votação do 2º turno até as 19h em todos os estados brasileiros. A decisão atendeu a um pedido formal da coligação de Lula e ocorreu após o protocolo de solicitações de diferentes grupos políticos ao longo do dia.

A prorrogação foi solicitada inicialmente pela campanha petista às 13h22, justificando a falta de transporte em municípios da Bahia. Às 15h42, o pedido foi alterado para abranger todo o território nacional, o que levou a equipe do governo a acionar o STF formalmente às 16h22.

Paralelamente, a equipe de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou um pedido de extensão às 15h50. O grupo citou chuvas, alagamentos e falta de energia para solicitar o adiamento do encerramento em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além de pedir que a divulgação dos resultados só ocorresse após o fechamento nessas localidades.

O ministro Zanin foi sorteado relator da reclamação às 16h33 e divulgou a decisão de ampliar o prazo até as 19h às 17h03. A medida gerou movimentação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é o órgão responsável por decidir sobre os pedidos das campanhas.

O presidente do TSE, Nunes Marques, posicionou-se após a determinação do STF. O ministro orientou que as seções eleitorais que permanecessem abertas deveriam continuar funcionando até as 19h, em cumprimento à decisão judicial proferida.

A decisão do STF ocorreu de forma direta, intervindo em uma competência que caberia originalmente ao TSE. O tribunal superior decidiu pela prorrogação nacional após analisar os argumentos de logística e infraestrutura apresentados durante a jornada de votação.

A sequência de pedidos de extensão refletiu as dificuldades enfrentadas em diferentes regiões do país no domingo (25). Enquanto a campanha de Lula focou na mobilidade urbana e abrangência nacional, o grupo de Flávio Bolsonaro concentrou o pedido em problemas climáticos e de energia.

O embate entre as decisões e as críticas internacionais destaca a tensão jurídica em torno do processo eleitoral. A atuação do STF sobre o cronograma de votação foi o ponto central que desencadeou o questionamento por parte de figuras políticas dos Estados Unidos.

No contexto da cronologia do dia, o primeiro pedido de extensão foi protocolado no início da tarde. A mudança de escala do pedido, de municípios específicos para todo o país, refletiu a estratégia de defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para garantir o acesso às urnas.

A decisão final de Zanin encerrou a discussão sobre o horário das seções, impondo o novo prazo de funcionamento. O cumprimento da ordem foi ratificado pela presidência do TSE, garantindo a continuidade do processo até o novo limite estabelecido.

O episódio reforça a complexidade da gestão do tempo de votação em um país de dimensões continentais. A convergência de problemas logísticos e decisões judiciais de instâncias superiores marcou o encerramento do 2º turno das eleições de 2026.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.