Filhos de Bolsonaro criticam proibição de visitas ao ex-presidente por 30 dias
Carlos, Flávio e Jair Renan Bolsonaro manifestaram discordância sobre a decisão do STF que restringiu visitas ao ex-presidente.
Por Davy Albuquerque
Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizaram as redes sociais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir visitas ao pai pelo período de 30 dias. A medida ocorre após o descumprimento de ordens restritivas por parte do ex-presidente.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a proibição de visitas de todos os filhos ao pai ocorreu em questão de segundos após a Procuradoria-Geral da República (PGR). Já Jair Renan comparou a situação de Bolsonaro com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso, questionando a aplicação da justiça.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, mencionou que a Constituição proíbe deixar presos em situação de incomunicabilidade, mesmo em regimes restritivos.
Por que as visitas foram proibidas?
A proibição das visitas do núcleo familiar foi estabelecida após o senador Flávio Bolsonaro publicar um vídeo lendo uma carta do pai. O ex-presidente está sob medida que proíbe o uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
A defesa de Bolsonaro afirmou que o ex-presidente não tinha conhecimento de que o vídeo seria publicado. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes considerou que houve descumprimento das medidas e não aceitou a justificativa apresentada.
Apesar da nova restrição, o ministro manteve o benefício da prisão domiciliar por entender que o ato não teve gravidade suficiente para revogar o regime atual.
Como funciona a comunicação de Bolsonaro?
Na decisão, o ministro ressaltou que o ex-presidente não ficará incomunicável. Bolsonaro continuará recebendo visitas de advogados e médicos, além de residir com a esposa, Michelle Bolsonaro, e outras familiares.
De acordo com o STF, o ex-presidente possui uma equipe de 30 advogados com acesso diário e amplo à sua defesa técnica. O ministro pontuou que a comunicação com os defensores permanece plenamente garantida.
O senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como ilegal e desproporcional. O parlamentar também argumentou que a decisão possui motivação política.
