Flávio Bolsonaro tenta fechar alianças com o Centrão antes do fim do prazo de convenções
Senador busca apoio de partidos como Republicanos e Podemos para ampliar tempo de propaganda e fortalecer candidatura
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dedica esta terça-feira (4) para tentar destravar negociações com partidos do Centrão e definir sua coligação para a disputa pelo Palácio do Planalto. O esforço ocorre em meio ao prazo final para as convenções partidárias.
A campanha busca ampliar a base de apoio para fortalecer a estrutura eleitoral e aumentar o tempo de propaganda no rádio e na televisão. Caso não consiga novas alianças, o senador poderá disputar a eleição apenas com o suporte do PL.
O impacto no tempo de propaganda
A dificuldade em formar uma coligação impacta diretamente a competitividade do candidato. Com o apoio apenas do PL, Flávio Bolsonaro teria 4 minutos e 18 segundos por bloco de propaganda eleitoral, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com 5 minutos e 34 segundos.
O apoio de novos partidos permitiria ampliar esse tempo de exposição. Entre os alvos das negociações estão o Republicanos, o Podemos e a federação União Progressista, composta pelo União Brasil e o PP.
A federação União Progressista, contudo, teve as negociações enfraquecidas após o PP anunciar que não dará apoio oficial a nenhum candidato à Presidência. Além disso, investigações envolvendo o Banco Master dificultaram a continuidade da articulação entre União Brasil e PP.
Resistência e busca por vice
Partidos do chamado Centrão têm sinalizado a intenção de adotar uma postura de neutralidade na disputa presidencial, deixando as decisões para os diretórios estaduais. O Republicanos, por exemplo, deve definir sua posição após a convenção realizada nesta manhã (4).
O senador realizou uma reunião com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, nesta segunda-feira (3), mas ainda não houve definição sobre uma aliança. A nome de Daniella Marques é uma das preferidas de Flávio para o cargo de vice, mas sua viabilidade depende do alinhamento do partido.
Caso o senador dispute a eleição exclusivamente pelo PL, nomes como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE) surgem como possíveis candidatos à vice-presidência.
Mudança de estratégia política
Para tentar recuperar o fôlego, o senador tem adotado uma postura mais próxima ao eleitorado bolsonarista. A campanha passou a reforçar temas defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e intensificou o uso de transmissões ao vivo e críticas a adversários.
A mudança na comunicação inclui a troca de comando na área publicitária, com a chegada de Duda Lima. A decisão responde à avaliação de que uma estratégia anterior baseada em um perfil mais moderado não elevou a identificação com a militância e dificultou o diálogo com o centro político.
