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Política

Flávio Bolsonaro apaga posts antigos em que criticava o Bolsa Família e usava termo 'bolsa-farelo'

Senador e candidato apagou publicações em que chamava o benefício de 'bolsa-farelo' e acusava partido de clientelismo.

Por Redação Diário Local

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou publicações antigas de sua conta na rede social X em que criticava o Bolsa Família. Nas mensagens excluídas, o parlamentar utilizava o termo "bolsa-farelo" para se referir ao programa social e fazia acusações de que o PT utilizava o auxílio para fins de clientelismo eleitoral.

As postagens removidas datam de diferentes períodos. Em 2011, quando era deputado estadual, Flávio Bolsonaro afirmou ter sido o único voto contra o projeto Renda Melhor, do governo do Rio de Janeiro, classificando-o como "bolsa-farelo" por seu suposto caráter eleitoral. O programa pagava um complemento de até R$ 300 para famílias já inscritas no Bolsa Família.

Outras publicações excluídas incluíam críticas feitas em 2013 e 2014. Na época, o senador afirmava que o governo mantinha a dependência das pessoas em relação ao auxílio e questionava a metodologia de cálculo da taxa de desemprego no Brasil. Em uma das mensagens, ele sugeria que os beneficiários não procuravam emprego para não perder o benefício.

A exclusão dos conteúdos ocorre em um momento de nova postura política do candidato. Em vídeo publicado no Instagram nesta segunda-feira (19), Flávio Bolsonaro declarou que os beneficiários do Bolsa Família podem ficar "tranquilos", pois o benefício está garantido.

Proposta de transição

A campanha do senador detalhou uma nova proposta para os programas de transferência de renda. Segundo a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, o plano prevê uma regra de transição de dois anos. O objetivo é incentivar que os beneficiários busquem empregos com carteira assinada ou abram os próprios negócios.

A proposta estabelece que, caso os assistidos não consigam oportunidades de renda durante esse período, o retorno ao programa deve ser automático. A estratégia visa tratar o auxílio como uma proteção inicial para a autonomia financeira, evitando a permanência definitiva no sistema.

A divulgação do plano ocorreu após repercussão nas redes sociais, onde perfis políticos questionaram se o senador pretendia desligar beneficiários do auxílio após o prazo de dois anos. A coordenação da campanha negou a intenção de corte e afirmou que o modelo proposto oferece um prazo de transição maior do que o atual.

Procurada sobre o motivo da exclusão das publicações antigas, a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.