Flávio Bolsonaro nega que pretende encerrar o Bolsa Família em dois anos
Candidato rebate afirmação de adversários e explica que proposta de coordenadora é de transição para estimular o mercado de trabalho
Por Redação Diário Local
O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), negou nesta segunda-feira (19) que pretende encerrar o programa Bolsa Família em até dois anos. O senador classificou as afirmações contrárias como desinformação e rebateu a narrativa de adversários políticos.
A declaração de Flávio Bolsonaro surge após a repercussão de falas de Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha, sobre uma possível regra de transição no programa social. Segundo o candidato, a ideia não é extinguir o benefício, mas oferecer um suporte para quem busca autonomia financeira.
O que propõe a regra de transição?
A proposta mencionada por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, prevê que beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou que abrirem um negócio próprio durante um período de 24 meses continuem recebendo o auxílio como forma de incentivo.
De acordo com a coordenadora, o modelo funcionaria de maneira similar a regras aplicadas anteriormente, garantindo que, se a nova oportunidade de trabalho ou o empreendimento não der certo, o beneficiário tenha o retorno automático ao Bolsa Família.
Flávio Bolsonaro afirmou que o plano serve para incentivar a entrada no mercado formal sem o risco imediato da perda de renda. O candidato ressaltou que, caso ocorra uma demissão ou o negócio não prospere, o recebimento do benefício seria retomado no mesmo dia.
Contexto do programa e campanha
O plano de governo de 76 páginas apresentado por Flávio Bolsonaro durante a campanha não faz menção ao Bolsa Família ou ao programa. A polêmica envolveu também o resgate de publicações antigas do senador sobre o tema por parte de governistas.
Atualmente, o Bolsa Família possui uma regra de proteção que permite que famílias com renda acima do teto de elegibilidade continuem recebendo 50% do valor original por até 18 meses. Em setembro de 2026, o governo federal reajustou o piso do programa em cerca de 15%, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691.
A eleição presidencial será realizada no próximo domingo (25).
