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Flávio Bolsonaro nega que pretende mudar Constituição para permitir candidatura de parentes em 2030

Candidato à Presidência afirma que não alterará regra que barra parentes de disputarem sucessão e defende o fim da reeleição.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta sexta-feira (16) que, se eleito, não pretende alterar a Constituição para permitir que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ou seus irmãos disputem a sucessão em 2030.

A declaração foi dada durante entrevista nesta sexta-feira (16). O senador reiterou sua oposição ao modelo de reeleição e declarou que não disputará um segundo mandato caso seja escolhido no pleito do dia 25 de outubro.

"Estou aqui me comprometendo. Eu só preciso de um mandato", afirmou o candidato. Flávio Bolsonaro reforçou que não possui um projeto de poder e que a direita dispõe de outras lideranças capazes de dar continuidade ao seu projeto político.

Atualmente, o artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal estabelece que cônjuges e parentes de até 2º grau do presidente da República são, via de regra, inelegíveis para disputar a sucessão. A restrição alcança pais, filhos e irmãos, exceto se já exercerem mandato eletivo.

A regra constitucional também considera o exercício da Presidência nos seis meses anteriores ao pleito. O senador negou a intenção de modificar o dispositivo, argumentando que a eleição de um parente seria considerada uma "reeleição", prática que ele defende o fim.

Proposta de proibição de reeleição

Como senador, Flávio Bolsonaro apresentou a PEC 4 de 2026, que determina a proibição de reeleições presidenciais. Segundo o parlamentar, o objetivo é evitar que o presidente inicie o governo preocupado com a disputa eleitoral seguinte.

A proposta apresentada pelo senador não altera a duração atual do mandato presidencial, de quatro anos. Flávio afirmou que caberá ao Congresso Nacional decidir sobre uma eventual ampliação do período para cinco anos.

O candidato ressaltou que cumprirá apenas um mandato, mesmo que a reeleição continue vigente no país. Segundo ele, a postura busca demonstrar "desapego ao poder".

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.