Flávio Bolsonaro diz que população LGBTQIA+ terá segurança e não haverá perseguição
Candidato à Presidência afirmou em vídeo que direitos civis, como união estável, serão preservados em um eventual governo.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou que não pretende perseguir a população LGBTQIA+ e que o grupo terá segurança em um eventual governo sob sua gestão. As declarações foram feitas em vídeo publicado nesta segunda-feira (20), ao lado do influenciador Rico Melquiades.
No registro, o candidato respondeu a questionamentos sobre a liberdade de homens homossexuais. Flávio Bolsonaro utilizou uma expressão enviada pelo influenciador para reforçar que sua atuação deve focar em temas como economia e segurança pública, sem interferir na vida privada dos cidadãos.
"O que a pessoa faz na intimidade, ninguém tem nada a ver com isso", declarou o senador durante a gravação, que já ultrapassou 18 milhões de visualizações na rede social Instagram. Segundo o candidato, o foco do governo seria garantir a prosperidade e o respeito a todos.
O senador também tratou do direito de ir e vir para exercer a liberdade pessoal. "Eu tenho que garantir que você vai dar o seu caneco e não vai ser assaltado no caminho. Até você chegar no local onde você quer ser feliz", afirmou o candidato em resposta ao influenciador.
Sobre os direitos civis da população LGBTQIA+, Flávio Bolsonaro garantiu que não haverá alterações no que é considerado direito consagrado. Ele mencionou especificamente a manutenção das regras de união estável para fins de divisão de patrimônio e herança.
"Pode ficar tranquilo. É consagrado o direito. O direito de união estável [...] isso aí ninguém mexe. A lei tá valendo. A lei vai continuar valendo", declarou o candidato no vídeo.
A questão da união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011. O entendimento jurídico estabeleceu o direito à união estável para o casal independente do gênero.
Desde 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também determina que os cartórios não podem recusar a celebração de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo no país.
