Diário Local
Política

Flávio Bolsonaro propõe manutenção do Bolsa Família por dois anos após emprego formal

Presidenciável afirma que beneficiários poderiam continuar recebendo o auxílio até dois anos após assinatura de carteira ou abertura de empresa.

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) confirmou, nesta segunda-feira (19), a intenção de criar uma regra para permitir que beneficiários do Bolsa Família continuem recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem um emprego formal. A proposta estabelece um período de transição para quem assinar a carteira de trabalho ou abrir a própria empresa.

O objetivo, segundo o presidenciável, é garantir a manutenção do recurso por até 24 meses para oferecer segurança ao beneficiário no momento da inserção no mercado de trabalho. A declaração foi feita por meio de um vídeo publicado em sua rede social oficial.

A definição de um limite de dois anos para a transição ocorre após a porta-voz econômica de Flávio, Daniella Marques, já ter mencionado o período anteriormente. O plano de governo do candidato pretende integrar a assistência social a mecanismos de crédito e qualificação profissional.

Segundo projeções da equipe econômica que acompanha a proposta, o custo da medida para os cofres públicos ficaria entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões por ano. O incentivo busca evitar que o beneficiário tenha receio de perder o suporte financeiro ao ingressar na economia formal.

Divergências sobre os programas sociais

A proposta de Flávio Bolsonaro apresenta um modelo de transição focado na autonomia financeira via trabalho. O debate ocorre enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém foco em reajustes e na ampliação dos programas sociais já existentes.

Durante o anúncio da medida, o candidato também rebateu críticas e afirmou que não pretende extinguir o Bolsa Família. Ele negou informações de que o programa seria acabado e reforçou que a ideia é manter os benefícios com novos mecanismos de integração.

Flávio Bolsonaro acusou o presidente Lula de disseminar informações falsas sobre o futuro do programa social. O candidato declarou que a intenção é assegurar que o auxílio sirva como apoio durante o processo de entrada de novos trabalhadores no mercado formal.

O plano de transição proposto pelo candidato busca conciliar a manutenção da assistência com a busca por renda por meio da carteira assinada ou do empreendedorismo próprio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.