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Flávio Bolsonaro afirma que manterá salário mínimo e Bolsa Família se for eleito presidente

Candidato da oposição afirmou, em evento em São Paulo, que pretende ampliar ações sociais e reduzir a taxa de juros

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste domingo (11) que manterá o reajuste do salário mínimo e o programa Bolsa Família caso seja eleito. A declaração ocorreu durante um encontro com prefeitos e vereadores da região metropolitana de São Paulo, realizado em um restaurante no centro da capital paulista.

O evento foi articulado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, Flávio Bolsonaro defendeu que o Bolsa Família seja acompanhado de medidas que permitam aos beneficiários a independência financeira, para que as pessoas possam "andar com as próprias pernas".

O candidato criticou o valor do reajuste promovido pelo atual governo, classificando o aumento como insuficiente. Ele também afirmou que, se vencer a eleição, pretende reduzir a taxa de juros — atualmente em 13,75% ao ano — em aproximadamente 3 ou 4 pontos percentuais, embora não tenha detalhado quais medidas seriam adotadas para atingir a queda da Selic.

Sobre a relação com o Legislativo, o candidato afirmou que sua equipe trabalha com a ideia de aprovar uma série de projetos ainda durante o período de transição. Segundo ele, o Congresso Nacional está configurado com um perfil favorável às suas propostas.

Segurança pública e propostas de governo

Na área de segurança pública, Flávio Bolsonaro defendeu o endurecimento penal como prioridade de sua plataforma. Entre as medidas citadas para o combate a crimes patrimoniais, o candidato propôs que quem cometer o roubo de celular deverá cumprir uma pena mínima de oito anos de prisão.

O candidato também avaliou o cenário eleitoral como favorável e declarou estar "preparado e motivado" para governar. Ele afirmou que a disputa se tornou um confronto direto contra o atual governo e que o principal instrumento de convencimento do eleitor seria a comparação entre as gestões.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticou a gestão petista. O candidato afirmou ainda que, caso eleito, o país passará por um longo período sem o governo do PT e mencionou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao criticar o atual chefe do Executivo.

O encontro aconteceu pouco tempo após o relator do pedido da defesa de Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, declarar que faria a análise do caso somente após o segundo turno. Flávio Bolsonaro reiterou estar focado na campanha, mas ressaltou que o grupo não pode "subir no salto".

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.