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Política

Gilmar Mendes e Hugo Motta defendem a democracia antes do segundo turno das eleições

Autoridades destacam importância da preservação do Estado Democrático de Direito antes da votação de domingo (25).

Por Redação Diário Local

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defenderam a preservação da democracia brasileira independentemente do resultado do segundo turno das eleições presidenciais. As declarações foram feitas nesta terça-feira (20), durante o 29º Congresso Internacional de Direito Constitucional do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

O debate ocorreu a cinco dias da votação que acontece neste domingo (25). O pleito disputa a permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cargo ou a eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante o evento, Gilmar Mendes afirmou que o Brasil possui uma democracia constitucional sólida sob a égide da Constituição de 1988. Segundo o ministro, a resistência do país a crises institucionais e provações severas é uma conquista da sociedade, e não apenas um resultado da atuação de tribunais ou de instituições isoladas.

Motta, por sua vez, destacou que a defesa do Estado Democrático de Direito é uma obrigação que cabe a todos os brasileiros, incluindo parlamentares e figuras públicas. O presidente da Câmara ressaltou que o compromisso com as instituições deve ser mantido independentemente de quem vença a eleição no próximo domingo (25).

O cenário eleitoral é marcado pelo embate entre o atual presidente, que busca o quarto mandato, e o candidato Flávio Bolsonaro, que tenta levar o grupo político de seu pai de volta ao comando do Executivo. A disputa ocorre quatro anos após a derrota de Jair Bolsonaro no pleito de 2022.

O contexto político também é influenciado pelo histórico judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em setembro de 2025, o STF condenou o ex-mandatário a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

De acordo com a decisão da Corte, Bolsonaro liderou uma organização criminosa que tinha como objetivo impedir a transferência de poder após o resultado das eleições de 2022. Flávio Bolsonaro, o candidato ao Palácio do Planalto, foi citado na fonte como tendo liderado tentativa de golpe de Estado.

As falas de Mendes e Motta no congresso do IDB buscaram reforçar a estabilidade das instituições em um período de alta polarização política no país.

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