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Previdência

INSS mantém 157 mil processos complexos mesmo após zerar fila de benefícios, afirma ministro

Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirma que prazo médio de resposta caiu para 25 dias e aponta advocacia predatória.

Por Redação Diário Local

O Ministério da Previdência Social informou que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mantém 157 mil processos de alta complexidade em análise, apesar do anúncio de que a fila de pedidos de benefícios foi zerada em setembro. O ministro Wolney Queiroz afirmou, nesta quinta-feira (15), que o estoque de processos complexos caiu de 235 mil para 157 mil até esta data.

Segundo o ministro, o prazo médio de resposta aos requerimentos recuou para 25 dias, valor que se mantém abaixo do limite legal de 45 dias. O governo utiliza um indicador específico para a medição do tempo de espera e sustenta que a existência do grupo de processos complexos não invalida a redução da fila principal.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, o número de requerimentos pendentes passou de 3,12 milhões em fevereiro para zero em setembro, conforme os critérios de medição adotados pelo governo. Atualmente, o INSS recebe mais de 1,3 milhão de novos pedidos todos os meses.

Como foi feita a redução da fila?

A redução no volume de pedidos pendentes foi resultado de uma série de medidas implementadas pelo instituto. Entre as ações citadas pelo ministro Wolney Queiroz estão a realização de mutirões e a contratação de novos peritos e analistas.

Além disso, houve a ampliação das salas de perícia conectada e o estabelecimento de pagamento de bônus por produtividade para os servidores, o que contribuiu para o cumprimento dos prazos.

Judicialização e força-tarefa

O ministro também abordou o volume de ações na Justiça, estimando que existem 4,5 milhões de processos judiciais relacionados à Previdência. Para enfrentar o problema, o Ministério da Previdência Social integra uma força-tarefa junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Wolney Queiroz atribuiu parte desse volume à chamada "advocacia predatória". Segundo o ministro, profissionais que atuavam na esfera trabalhista passaram a concentrar atividades na área previdenciária após mudanças nas regras de responsabilização de processos trabalhistas.

O ministro ressaltou que o instituto busca melhorar a consistência das análises administrativas para reduzir a necessidade de os segurados recorrerem ao Judiciário. Ele mencionou ainda que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reconhece e atua no combate a essas práticas predatórias.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.