Juíza se afasta do processo de intervenção na gestão do Vasco após fatos supervenientes
Magistrada citou fatos supervenientes comunicados às instâncias superiores do TJRJ; processo segue para a 6ª Vara Empresarial.
Por Diário Local
A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), declarou-se suspeita para continuar conduzindo o processo de intervenção judicial na gestão do Vasco na noite de quinta-feira (2/7). A decisão ocorreu após a renúncia da gestora judicial nomeada para administrar provisoriamente o clube.
Segundo a magistrada, tomou conhecimento de "fatos supervenientes" às 20h14 daquele dia, motivo pelo qual se afastou do caso. Os fatos não foram detalhados na decisão, mas já foram comunicados às instâncias superiores do TJRJ e impedem sua permanência no processo.
A declaração de suspeição veio após Caroline Rossy receber, no fórum, os novos advogados do Vasco e o advogado do investidor da 777 Carioca. Os advogados do clube solicitavam a reconsideração da decisão que havia afastado o presidente Pedrinho e outros integrantes da gestão cruzmaltina.
A magistrada havia registrado que pretendia ouvir o Ministério Público, a administração judicial e a 777 antes de analisar o pedido de reconsideração. Porém, após finalizar os atendimentos presenciais aos advogados, os fatos supervenientes a levaram a reconhecer sua suspeição.
O afastamento de Caroline Rossy está fundamentado no artigo 145, § 1º, do Código de Processo Civil, que permite que um juiz se declare suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de revelar publicamente as razões do afastamento.
Com a decisão, o processo foi encaminhado para a 6ª Vara Empresarial. Caroline Rossy nomeou a administradora judicial Adriana Campos Conrado Zamponi para exercer as atribuições da intervenção em conjunto com o conselheiro Alexandre Cordeiro Macedo, em caráter provisório.
A nomeação provisória das duas pessoas segue até que o novo juízo assuma formalmente a condução do caso. Ambas continuarão responsáveis pela gestão da intervenção judicial no clube durante a transição.
A intervenção judicial no Vasco é decorrente de conflitos na administração do clube e envolve o investidor 777 Carioca, que possui participação na instituição.
