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Política

Lula nega risco às contas públicas e questiona autonomia do Banco Central

Presidente defende reajuste do Bolsa Família e afirma que medidas sociais estão dentro das possibilidades do orçamento

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, nesta segunda-feira (19), que as medidas sociais anunciadas na reta final da campanha eleitoral representem um risco às contas públicas. O presidente também questionou a autonomia do Banco Central, atribuindo ao sistema financeiro a pressão constante por responsabilidade fiscal.

Durante sabatina, Lula rebateu as críticas de que iniciativas como o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) criariam um rombo impagável para o próximo ano. "Tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais do orçamento. Não tem nada, nós estamos entregando o orçamento com superávit primário", declarou o presidente.

Para sustentar o argumento, Lula recorreu ao desempenho de seus mandatos anteriores. Segundo ele, o governo herdou um déficit de 2,8% e está projetando encerrar o ciclo atual com superávit primário de 0,1%, o que, na avaliação do presidente, atesta a seriedade fiscal da gestão.

Por que o presidente critica o Banco Central?

Lula voltou as críticas à autonomia do Banco Central, aprovada durante o governo de Jair Bolsonaro. Para o presidente, a independência da instituição retira do chefe do Executivo a capacidade de discutir a política monetária.

"Quando você indica o Banco Central independente, você não pode fazer nada porque é o Banco Central que faz. Você não pode ser presidente da República e não poder discutir a política monetária porque o Banco Central é independente", afirmou.

O presidente completou dizendo que o mercado financeiro exerce pressão constante sobre o governo, levantando alertas de rombo fiscal no início de cada ano para, segundo sua visão, encobrir os pagamentos que a União realiza ao setor.

Histórico de gestão fiscal

Lula afirmou ter sido o único líder do G20 a registrar superávit primário em todos os anos de seus primeiros oito anos de mandato, entre 2003 e 2010. Ele citou que manteve o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante todo esse período.

Em comparação ao governo de Fernando Henrique Cardoso, Lula afirmou que o antecessor substituiu quatro presidentes da autarquia, enquanto ele manteve a gestão de Meirelles sem trocas durante o período mencionado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.