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Justiça Eleitoral

Nunes Marques determina que Meta preserve dados de perfis que atacaram Flávio Bolsonaro

Decisão de Nunes Marques atende pedido do PL sobre suposta rede de 20 mil contas falsas que patrocinavam ataques.

Por Redação Diário Local

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou na última sexta-feira (24) que a Meta preserve os dados de rede de perfis que podem ter atuado em uma ação coordenada contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão, que tramita sob sigilo, atende a um pedido do Partido Liberal (PL). A equipe jurídica da legenda afirma ter identificado uma rede de aproximadamente 20 mil perfis falsos nas plataformas da Meta — Instagram, Facebook e WhatsApp — que patrocinavam publicações contrárias a candidatos da direita.

Com a determinação, a empresa deverá guardar informações de cadastro e os dados bancários utilizados para o pagamento de anúncios no sistema de publicidade da plataforma. O objetivo é auxiliar na apuração de possíveis irregularidades.

Como funcionava a suposta rede de ataques?

De acordo com o levantamento apresentado pelo PL, o esquema envolvia perfis com baixo engajamento, possuindo entre 20 e 30 seguidores, mas que realizavam investimentos individuais de até R$ 200 mil para impulsionar conteúdos direcionados contra Flávio Bolsonaro.

A defesa do candidato relatou que as contas utilizavam CPFs falsos para realizar as contratações de publicidade e, logo após o impulsionamento, os perfis eram apagados para evitar o rastreamento. Segundo a equipe jurídica, os pagamentos foram identificados em diferentes moedas, como reais, dólares e pesos colombianos.

A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que atua pela equipe jurídica do PL, afirmou que a estrutura visava dificultar a identificação dos responsáveis. Ela também destacou que um padrão observado nos perfis incluía o uso de números de telefone com o código de área 041, referente ao Paraná.

O que diz a defesa do candidato?

A equipe jurídica do PL solicitou ao tribunal uma investigação para apurar a autoria e o financiamento dessa rede de perfis. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), reuniu-se com o ministro para solicitar medidas que apurem quem estaria por trás dos ataques.

A defesa ressaltou que as informações apresentadas basearam-se em dados públicos e que a atuação de órgãos de investigação é necessária para chegar aos autores da suposta rede. A representação encaminhada ao TSE busca autorizar uma investigação sobre o caso para identificar as contas e o financiamento envolvido.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.