Maioria dos eleitores desaprova decisão de Moraes que proibiu visita de Flávio Bolsonaro ao pai
Levantamento do Datafolha indica que 59% dos entrevistados consideram equivocada a decisão que impediu o senador de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por Redação Diário Local
Uma maioria de 59% dos eleitores brasileiros acredita que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agiu de forma errada ao proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta em pesquisa realizada pelo Datafolha, que ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios brasileiros.
De acordo com o levantamento, 36% dos entrevistados consideram que a decisão do ministro foi correta. Outros 2% não avaliaram a medida como boa ou má, e 4% não souberam responder à pergunta sobre a conduta do magistrado.
A proibição das visitas foi determinada no sábado (13) e tem validade de 90 dias. A decisão judicial foi tomada após o senador Flávio Bolsonaro divulgar nas redes sociais um vídeo contendo uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual Jair Bolsonaro reafirmava o apoio ao filho para a disputa presidencial de outubro.
Atualmente, Jair Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. O ex-presidente cumpre regime de prisão domiciliar desde março deste ano, após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderança em tentativa de golpe de Estado.
O que dizem os eleitores sobre o regime de Bolsonaro?
A pesquisa também consultou a opinião dos cidadãos sobre a modalidade de cumprimento de pena do ex-presidente. O estudo indica que 59% dos eleitores apoiam a permanência de Jair Bolsonaro em regime domiciliar, enquanto 35% não concordam com a medida. Outros 6% dos participantes não souberam responder.
O levantamento foi realizado por meio de entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais nos dias 22 e 23 de julho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026. Os dados refletem o cenário de opinião pública sobre as recentes decisões envolvendo a família Bolsonaro e o comando do STF.
