Plataformas digitais assinam acordos com TSE para combater desinformação nas Eleições 2026
Acordos com big techs e empresas de IA estabelecem medidas de combate à desinformação e transparência para o pleito.
Por Redação Diário Local
As principais plataformas digitais e empresas de inteligência artificial assinaram acordos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para implementar medidas de combate à desinformação durante as Eleições 2026. Os memorandos de entendimento preveem ações, projetos e regras de transparência para garantir a integridade do processo eleitoral brasileiro.
Os acordos envolvem empresas como Meta, X, Telegram, Joyo Tecnologia (Kwai), LinkedIn e Google Brasil. Além dessas, o TSE informou que empresas de inteligência artificial, como OpenAI, Anthropic e ElevenLabs, aderiram ao programa de enfrentamento à desinformação e devem assinar os memorandos nas próximas semanas.
O que muda no TikTok?
O TikTok apresentou, nesta quinta-feira (30), parte das ações que serão adotadas na plataforma. Entre as medidas está a criação de uma Central das Eleições, onde os usuários encontrarão informações sobre como e quando votar, além de orientações para denunciar conteúdos falsos.
A plataforma utiliza modelos de inteligência artificial (IA) para a remoção de conteúdos. Segundo Gustavo Rodrigues, líder de Políticas Públicas para segurança do TikTok, 96% das remoções de conteúdo da empresa foram automatizadas no primeiro trimestre deste ano. A rede também proibiu o uso de IA para criar figuras públicas que endossem candidaturas ou posições políticas, exigindo a sinalização de outras publicações que utilizem a tecnologia.
Além disso, o TikTok manterá a proibição de anúncios políticos. Contas de políticos, partidos ou governos não poderão utilizar ferramentas de promoção, impulsionamento ou monetização, ficando impedidas de aderir a programas de recompensas de criadores ou arrecadar fundos para campanhas dentro da rede.
Medidas da Meta e do Google
A Meta, que controla o Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp, permitirá que os usuários pesquisem publicidades eleitorais veiculadas em suas redes. A busca deve exibir o conteúdo do anúncio, dados do anunciante, valores gastos, alcance e segmentação.
No WhatsApp, será possível encaminhar denúncias sobre contas suspeitas de realizar disparos em massa de conteúdo eleitoral. Já o Google disponibilizará o Project Shield para a proteção de agentes envolvidos no pleito e deve realizar o lançamento de uma página em português sobre tendências de pesquisas, prevista para agosto de 2026.
Ações de outras plataformas e conformidade
O X deve implementar comandos para direcionar usuários a informações oficiais da Justiça Eleitoral em buscas relacionadas ao pleito. O Telegram contará com representantes que receberão notificações por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE). O LinkedIn comprometeu-se a remover contas falsas e comportamentos inautênticos, além de enviar relatórios semestrais de transparência ao TSE.
O Kwai, gerido pela Joyo Tecnologia, deve apoiar transmissões ao vivo de eventos do TSE. Todos os acordos preveem a capacitação de equipes e magistrados da Justiça Eleitoral sobre as políticas de uso das plataformas.
O TSE publicou uma portaria nesta quinta-feira (30) estabelecendo o prazo de 16 de agosto para que as plataformas apresentem seus planos de conformidade. Esses planos devem detalhar as medidas para prevenir e mitigar riscos à integridade das eleições.
