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Eleições 2026

PT define Patrus Ananias para o governo de Minas e fecha aliança com PSB para as eleições de 2026

Após negociações e mudanças de cenário, chapa de Patrus Ananias contará com Jarbas Soares como vice e Áurea Carolina no Senado

Por Redação Diário Local

O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais para as eleições de 2026. A decisão foi tomada após o partido enfrentar sucessivas dificuldades para formar uma frente ampla com outros nomes, incluindo Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB), o que levou o grupo a adotar uma candidatura própria para disputar o Palácio Tiradentes.

A definição de Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro, ocorreu após reuniões de lideranças em junho. Inicialmente, o deputado manifestou preferência por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas aceitou o desafio após pressão direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no parlamentar a capacidade de reorganizar o projeto petista no estado.

A trajetória até a escolha de Ananias foi marcada pela desistência de Rodrigo Pacheco (PSB), que era o nome favorito do Planalto para liderar a esquerda e o centro mineiro. O ex-presidente do Senado, que chegou a migrar do PSD para o PSB durante as articulações, anunciou em maio que não disputaria o governo e encerraria sua carreira política ao fim do mandato.

Sem a candidatura de Pacheco, o PT tentou construir uma coalizão com Alexandre Kalil, mas as conversas não avançaram. A resistência de Kalil em se vincular diretamente ao grupo lulista e o seu acordo posterior com o PSDB, que incluiu o ex-deputado Carlos Mosconi como vice, inviabilizaram a aproximação com setores da esquerda, como a Federação Psol-Rede.

Por que a aliança com Gabriel Azevedo não avançou?

O PT também avaliou o apoio ao ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), mas a estratégia foi descartada por questões políticas locais. Havia o receio de que uma aliança com o emedebista pudesse gerar conflitos futuros com o atual prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), caso Ananias não fosse eleito governador.

Com a definição do candidato principal, o partido resolveu impasses sobre as vagas ao Senado durante as convenções partidárias. A ex-deputada federal Áurea Carolina (Psol) garantiu a segunda vaga para a disputa senatorial, integrando a chapa ao lado de Marília Campos (PT).

Como foi composta a chapa final?

A chapa de Patrus Ananias foi consolidada por meio de um acordo com o PSB para garantir a unidade da base governista. O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, foi indicado para a vaga de vice-governador, replicando a lógica da composição nacional entre Lula e Geraldo Alckmin.

O cenário eleitoral mineiro também sofreu alterações com a movimentação de Mateus Simões, que deixou o Novo para ingressar no PSD, reduzindo o espaço de manobra de Pacheco dentro da legenda de Gilberto Kassab. O novo desenho das alianças fixa agora o posicionamento dos partidos após meses de indefinições e mudanças de estratégia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.