Renan Santos critica proposta de Flávio Bolsonaro de criar Ministério da Prosperidade
Presidente do Missão questionou falta de detalhes sobre a proposta apresentada no horário eleitoral e associou a ideia ao discurso de Pablo Marçal
Por Redação Diário Local
O presidente do Missão, Renan Santos, criticou, neste domingo (11), a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de criar um Ministério da Prosperidade caso seja eleito presidente. Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan questionou a falta de detalhes sobre quais políticas públicas seriam executadas pela nova pasta e como a estrutura funcionaria na prática.
A proposta de criação do ministério foi apresentada por Flávio Bolsonaro durante o horário eleitoral desta sexta-feira (9). O plano prevê a fusão de órgãos para formar a nova estrutura, voltada para áreas como cursos, empreendedorismo e crédito, além de propor o corte de pelo menos 10 ministérios existentes.
Renan Santos associou a ideia ao discurso do empresário Pablo Marçal e ironizou a possibilidade de profissionais do segmento de coaching ocuparem cargos do governo. "Vai fundir vários ministérios para criar o Ministério da Prosperidade, que assim o brasileiro vai prosperar. Como? Não explicou", declarou o presidente do Missão no vídeo.
De acordo com informações sobre o plano de governo de Flávio Bolsonaro, embora existam diretrizes para qualificação profissional e crédito, o documento não especifica quais órgãos seriam integrados à nova pasta. Renan apontou que a proposta carece de explicações técnicas sobre o funcionamento da iniciativa.
O líder do Missão também classificou algumas promessas de campanha como genéricas, citando como exemplo uma proposta de distribuição de celulares para mulheres, a qual chamou de "mera compra de votos". Ele defendeu que o debate eleitoral deveria focar em temas como reindustrialização, instalação de data centers e o desenvolvimento do Nordeste.
Sobre a exploração de terras-raras, Renan afirmou que o potencial econômico do setor precisa ser avaliado junto a medidas de preservação ambiental. Para o presidente do Missão, ter qualidade técnica para assumir cargos de liderança deveria ser o requisito básico para qualquer representante.
Renan Santos também fez críticas ao preparo dos representantes eleitos e ao avanço de influenciadores em cargos públicos. Ele afirmou que o país vive um dos períodos mais complicados da democracia e declarou que o modelo atual e o Pacto de 1988 fracassaram.
Ao final de sua fala, o presidente do Missão comparou o cenário político brasileiro ao filme de ficção científica "Idiocracy" (2006), que retrata uma sociedade governada por pessoas sem preparo técnico para as funções que exercem.
