Renan Santos diz que eleitores que votarem em Flávio Bolsonaro vão 'pagar mico'
Presidente do Missão afirmou que seus apoiadores estariam perdendo tempo se votarem no candidato do segundo turno após críticas de Pablo Marçal.
Por Redação Diário Local
O presidente do Missão, Renan Santos, afirmou que seus eleitores que optarem por votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições estarão "pagando mico" e "perdendo o seu tempo". A declaração ocorreu após críticas feitas por Pablo Marçal, que assessora a campanha de Flávio Bolsonaro, contra a liderança de Renan.
As manifestações de Renan Santos foram feitas nesta terça-feira (20), em resposta a comentários de Marçal realizados na última segunda-feira (19). Na ocasião, durante participação no podcast IronTalks TV, Marçal afirmou que Renan possui um "perfil de Hitler absurdo" e que seu grupo político é formado por "moleques esquisitos".
Ao comentar as ofensas, Renan Santos disse que as falas de Marçal refletem o pensamento real da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o grupo de Flávio acredita que possui uma vantagem de três a quatro pontos na disputa e, por isso, não daria importância aos votos dos apoiadores do Missão.
O líder do Missão alegou ainda que a campanha de Flávio rejeita seus eleitores por considerar a vitória já garantida. Ele argumentou que, caso o candidato vença, o grupo governista voltará a realizar ataques institucionais contra sua ala política, citando como exemplo o que teria ocorrido durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Como Renan Santos pretende votar?
Renan Santos declarou que não pretende apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Ele afirmou aos seus seguidores que, se eles acreditam que estão "salvando o Brasil" ao votar no rival, estariam cometendo um erro de julgamento.
Sobre sua própria participação no pleito, o presidente do Missão informou que ainda não tomou uma decisão definitiva. Ele indicou que pode votar nulo ou simplesmente não comparecer às urnas para votar no próximo domingo (26).
As críticas de Pablo Marçal contra Renan Santos surgiram após a decisão do líder do Missão de não apoiar oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro na etapa decisiva da eleição. Marçal utilizou o termo "seita" para descrever a organização liderada por Renan.
O embate entre os aliados e os grupos políticos demonstra a fragmentação entre as bases que disputam o segundo turno. Enquanto Renan aponta desinteresse da campanha adversária por seu eleitorado, Marçal utiliza ataques de cunho pessoal para desqualificar a liderança do Missão.
