Roberta Luchsinger rebate críticas de Lula e relata ameaças de morte contra si e filhas
Em entrevista, empresária investigada afirma que sofre ameaças de morte e repudia falas do presidente da República.
Por Redação Diário Local
A empresária Roberta Luchsinger, investigada em um inquérito que apura sua relação com o empresário Antônio Camilo Antunes e com Fábio Luís Lula da Silva, concedeu entrevista nesta última sábado (17). Na ocasião, ela rebateu críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relatou estar sofrendo ameaças de morte contra si e suas filhas.
Luchsinger afirmou que decidiu falar publicamente para defender sua integridade e a de sua família. Segundo a empresária, ela recebe cerca de 50 ameaças de morte por dia e relatou que as redes sociais de suas duas filhas foram invadidas com mensagens de conteúdo violento.
A investigada declarou que o posicionamento público do presidente teria desencadeado uma onda de agressões. De acordo com Luchsinger, o presidente utilizou a máquina pública e horários de grande audiência para rotulá-la de forma pejorativa, o que teria estimulado ataques de terceiros.
Sobre o inquérito que apura as relações de Luchsinger com Antônio Camilo Antunes e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, a empresária esclareceu que conheceu o primeiro para prestar serviços profissionais. Ela negou que o contato com o filho do presidente tenha tido fins de negócios, afirmando que a apresentação ocorreu apenas em caráter social.
Luchsinger explicou que prestava serviços para Antônio Camilo visando a readequação de resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo seria promover melhorias na comercialização de produtos no sistema de saúde, como o canabidiol, por meio da revisão de normas técnicas.
A empresária também negou que seu trabalho envolvesse tentativas de venda de substâncias diretamente ao Ministério da Saúde. Ela argumentou que a pasta federal só realiza aquisições de determinados produtos por meio de demandas judicializadas, refutando as versões de que sua atuação visava comercialização direta com o governo.
No âmbito das investigações conhecidas como Operação Sem Desconto, Luchsinger já foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens bloqueados e utiliza tornozeleira eletrônica. A empresária afirmou que seus advogados já encaminharam o registro de todas as ameaças sofridas às autoridades responsáveis.
A entrevista marcou a primeira vez que a investigada falou ao público em veículos de televisão desde o início dos procedimentos que apuram seu envolvimento com os citados nomes. Luchsinger reiterou que busca responder ao processo dentro da esfera jurídica e cumprindo as determinações judiciais impostas.
