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Saúde

Composto derivado da cúrcuma combate fungo causador de micoses, aponta estudo

Pesquisadores da Unaerp e da Universidade de Saskatchewan identificaram molécula que inibe crescimento de patógeno e reduz inflamação.

Por Redação Diário Local

Um estudo realizado pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), em parceria com a Universidade de Saskatchewan, no Canadá, identificou que um composto sintético derivado da curcumina — princípio ativo da cúrcuma — possui ação contra o fungo Trichophyton rubrum, principal causador de micoses comuns.

A pesquisa demonstrou que a molécula desenvolvida consegue inibir o crescimento do patógeno e, simultaneamente, auxiliar no controle da resposta inflamatória do organismo. O fungo é responsável por infecções superficiais na pele, unhas e pelos, mas pode se tornar uma doença invasiva em pessoas com diabetes ou sistema imunológico comprometido.

O que é o fungo Trichophyton rubrum?

O microrganismo é o agente mais frequente de infecções superficiais no mundo. Em pacientes vulneráveis, o fungo pode atravessar a barreira da pele e atingir camadas profundas, como a derme e a hipoderme, podendo se espalhar para os linfonodos e para a corrente sanguínea.

A eliminação do patógeno é dificultada porque ele costuma gerar respostas inflamatórias fracas no corpo, o que resulta em uma ativação discreta do sistema de defesa. Além disso, algumas linhagens do fungo já apresentam resistência aos antifúngicos comerciais utilizados atualmente.

A descoberta da molécula 2102

Para contornar limitações da curcumina natural — como a baixa solubilidade em água e a rápida degradação no organismo —, pesquisadores analisaram moléculas sintéticas inspiradas na substância. O composto denominado 2102 foi o mais efetivo nos testes de laboratório, exigindo menor concentração para paralisar o fungo.

Testes em culturas de macrófagos humanos (células de defesa) indicaram que a substância é bem tolerada e não apresenta toxicidade. O estudo mostrou que as células tratadas com a molécula liberaram menos citocinas, o que indica um efeito anti-inflamatório, e aumentaram a produção de substâncias para combater o patógeno.

Próximos passos da pesquisa

Apesar do resultado promissor em ambiente controlado, a aplicação prática ainda depende de novas etapas. A substância precisará passar por testes em animais e ensaios de segurança em seres humanos antes de ser considerada para uso clínico.

O próximo passo da equipe da Unaerp será o sequenciamento do material genético do fungo a partir de amostras coletadas de pacientes infectados.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.