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Saúde

Dieta nórdica pode reduzir risco de morte em até 6%, aponta estudo com dados da Suécia

Pesquisa indica que seguir hábitos alimentares de países como Dinamarca e Suécia pode aumentar a longevidade ao longo de 24 anos.

Por Redação Diário Local

A adesão a uma dieta nórdica saudável pode reduzir o risco de morte por qualquer causa em até 6% ao longo de 24 anos, aponta uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (7) no The American Journal of Clinical Nutrition. O estudo, conduzido por pesquisadores da Dinamarca, utilizou dados de saúde de mais de 64 mil adultos e idosos da Suécia para projetar os benefícios do modelo alimentar.

Para chegar aos números, a equipe científica simulou um ensaio clínico visando estimar o impacto de diferentes recomendações nutricionais ao longo de duas décadas. Os cálculos indicaram que seguir a dieta nórdica saudável reduz o risco de morte em 4% quando comparado às recomendações nutricionais vigentes na região desde 2023.

Em um cenário de comparação com indivíduos que não realizam nenhuma intervenção alimentar específica, a redução estimada no risco de mortalidade sobe para 6%. O estudo busca oferecer uma alternativa de análise ao modelo mediterrâneo, que é o mais estudado mundialmente no que diz respeito à longevidade.

O que é a dieta nórdica?

O modelo alimentar reúne hábitos tradicionais de países como Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia. Assim como o padrão mediterrâneo, a dieta nórdica prioriza o consumo de alimentos de origem vegetal, peixes e fontes de gorduras insaturadas.

A principal diferença reside nos ingredientes típicos de cada região. Enquanto a dieta mediterrânea utiliza o azeite e o trigo como base, a versão nórdica dá preferência ao óleo de canola, à aveia, ao centeio, às maçãs e às frutas vermelhas. A base também inclui vegetais, raízes, repolho e peixes gordurosos, como o salmão.

A proposta foca em alimentos integrais e ricos em fibras, reduzindo produtos menos alinhados aos hábitos locais. Além do aspecto nutricional, o modelo favorece a produção regional, já que utiliza ingredientes cultivados ou pescados nos próprios países do norte da Europa.

Limitações e próximos passos

Apesar dos dados positivos, os autores ressaltam que os resultados são estimativas baseadas em cenários hipotéticos e dados de saúde, e não um acompanhamento clínico direto realizado durante 24 anos. A pesquisa também não encontrou uma redução clara nos casos graves de doenças hepáticas ao comparar o modelo saudável com as diretrizes de 2023.

Michael Fridén, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e autor principal do estudo, reforça que uma alimentação rica em frutas vermelhas, gorduras insaturadas e fibras tende a favorecer a saúde. Contudo, os pesquisadores destacam que os resultados precisam de confirmação por outros estudos científicos para compreender os efeitos reais a longo prazo.

Procure avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.